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quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Como cuidar dos órgãos genitais dos bebês?

Esta é uma tarefa que os pais e cuidadores vão ter de enfrentar nos primeiros dois anos de vida
do bebê. Sem dúvida desperta uma grande preocupação os cuidados que devem ser efetuados
quando da troca das fraldas, principalmente para os pais de primeira viagem.
Apesar dos cuidados gerais serem parecidos para meninos e meninas, existem algumas
particularidades próprias de cada um. De maneira geral devemos cuidar da higiene com atenção
a eventuais alterações e delicadeza. A pele não deve ser esfregada em demasia.
Quanto às meninas deve-se sempre limpar de frente para trás, evitando-se, assim, a
contaminação da vagina com resíduos de fezes. Nas meninas pode ocorrer nos primeiros dias de
vida um pequeno sangramento vaginal decorrente dos hormônios do parto (absolutamente
normal). A separação entre os grandes e pequenos lábios pode eventualmente contaminar-se
com fezes. Neste caso utilize um cotonete para retirar o resíduo. Basicamente, usa-se água
morna e sabonete neutro com gaze ou algodão. A água pode ser guardada em garrafa térmica, já
temperada. Secar por pressão, ou seja, sem esfregar. Podem-se utilizar lenços de papel próprios.
(muitas pessoas tem certo preconceito, porém, são muito úteis). Ao final utilizar creme protetor à
base de óxido de zinco. Nunca trocar simplesmente a fralda sem fazer a limpeza, pois, o que
provoca assaduras são os resíduos de fezes e urina, muitas vezes invisíveis.
Nos meninos, o procedimento é o mesmo, valendo ressaltar que o pênis deve ser lavado sem
sabonete para não provocar o que se chama de uretrite química, ou seja, o sabonete penetra na
uretra – o canal por onde sai a urina – provocando ardor ao urinar. A preocupação quanto à
presença de fimose, naqueles que não foram submetidos à circuncisão é grande. Não é motivo,
no entanto, para tanto. Não se deve forçar a abertura precoce, pois, pode haver formação de uma
pele menos elástica que vai atrapalhar a redução da fimose no futuro. Existem no mercado
pomadas específicas para facilitar a redução da fimose com massagens. A Academia Americana
de Pediatria orienta para que se aguarde os primeiros anos para se tomar providências. Muitas
vezes ocorre a redução quase que espontânea.
Quanto à higiene, o procedimento é igual ao das meninas.
As fraldas deverão ser trocadas sempre que se perceba presença de urina ou fezes. Não se deve
dar ouvidos às pessoas que dizem que não há necessidade de trocar as fraldas à noite, para “não
acostumar” a criança. Em algumas circunstâncias, como nos recém-nascidos ou quando se fez
uso de antibióticos ou corticosteroides, pode aparecer uma assadura específica provocada por
“sapinho”. Esta é uma assadura que invade as dobras da pele do bebê e não costuma melhorar
com as pomadas comuns, necessitando de avaliação pelo Pediatra.

Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar
Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Troca de fraldas

O momento das trocas de fraldas muitas vezes é causa dos vômitos e da piora do Refluxo
Fisiológico (normal) do recém nascido até os 4-5 meses de vida.
A pressão exercida pela válvula que fecha o estômago da criança é muito fraca e às vezes é
incapaz de mantê-lo fechado fazendo com que o conteúdo do estômago reflua para o
esôfago levando aos vômitos e regurgitações popularmente conhecidos como golfadas.
Atenção o termo correto é golfar e não "gorfar".
Para impedir que isto ocorra, é importante pensar sempre neste mecanismo cada vez que
manipulamos a criança.
Imagine sempre uma garrafa que não fecha totalmente, se deitarmos esta garrafa o seu conteúdo
vai escoar! O mesmo ocorre com a criança. Sempre que elevarmos suas pernas o conteúdo do
estomago vai refluir para o esôfago e causar vômitos e azia.
Isto é causa de dor e desconforto e muitas vezes interpretado como fome porque a criança que
está na fase oral acredita que tudo se resolve mamando. Quantas crianças acabam recebendo
erroneamente complementação de mamadeira nesta fase!
Assista ao vídeo e se ainda restar dúvidas na próxima consulta poderemos falar melhor sobre
isto!

Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar
Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Cuidados com umbigo


Não se preocupe que o coto umbilical não doi!
Inicialmente o coto é esbranquiçado úmido e gelatinoso, mas depois vai se desidratando e tornase
seco escuro e mumificado.
A queda do coto costuma ocorrer entre 0 5º e o 20º dia, dependendo do "calibre", mas existem
casos de ultrapassar 30 dias. Não se preocupe se o coto umbilical de seu filho demorar mais
tempo!
A limpeza e os cuidados com o coto umbilical são muito mais simples do que se possa imginar!
Nada além de água e sabão na hora do banho tomando o cuidado de secar bem.
E a cada troca de fraldas utilize álcool a 70% com uma gaze ou cotonete.
Comece pela região da base mobilizando bem para que o álcool possa se espalhar e vá
passando em toda a extensão até a ponta.
Na foto acima existe secreção sero-sanguinolenta o que indica que os cuidados não estão
adequados, o álcool estava sendo aplicado apenas na extensão sem mobilizar e isto fez com que
o umbigo permanecesse úmido!
- Não utilizar faixas, curativos oclusivos nem nenhum outro tipo de produto para cobrir o coto.
-E nada de colocar moedas ou medalhinhas para tentar corrigir o umbigo saltado! Este tipo de
procedimento pode causar infecções além do que a pressão exercida sobre o umbigo pode fazer
com que se instale hérnias na virilha que só se resolvem com cirurgia.
- Sinais de alerta de que algo não vai bem com o coto umbilical:
- Vermelhidão da pele em redor do coto.
- Presença de secreção com mau cheiro ou pus em redor do coto.

Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar
Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)

terça-feira, 27 de agosto de 2019

 Higiene e cuidados pessoais na adolescência

No adolescente, a adequada higiene íntima é fundamental para evitar inflamações como a do
prepúcio, da glande e o corrimento inespecífico nas meninas. Para tanto, seguem as orientações:
Meninas:
- Após defecação, orienta-se a lavagem da vulva com água e sabão.
- Limpar-se sempre de frente para trás e nunca o contrário: isto poderá levar conteúdo fecal para
a região da vulva e da uretra, ocasionando infecções.
- Dar preferências a calcinhas de algodão de cor clara e calças não apertadas para adequada
ventilação da região íntima.
- Troca de absorventes com freqüência.
- Secar bem a região da vulva após banho.
- Não permanecer muito tempo com roupa de banho molhada: favorece a proliferação de
microorganismos.
- Troca diária de roupa íntima .
Meninos:
- Troca diária de roupa íntima.
- Não manter calção de banho úmido em contato prolongado com o corpo.
- Secar bem a região do escroto e pênis.
- Higiene adequada da glande após retração do prepúcio (evita inflamação e infecção local).

Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar

Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Como estimular os cuidados de higiene na fase pré-escolar

Aos 5 anos a criança já manifesta o desejo de cuidar de sua própria higiene. Claro, que ela não
vai ficar responsável sozinha por tudo, mas é importante sentir-se responsável por esses
“próprios” cuidados.
Nesse momento é importante que cada etapa de cada situação seja compartilhada e explicada:
- tomar banho
- escovar os dentes
- pentear o cabelo
- vestir-se
- lavar as mãos: antes das refeições, após o uso do banheiro, após brincar
A escovação de dentes
A criança deve adquirir o hábito de escovar os dentes antes dos 2 anos de idade. Os pais devem
deixar as crianças escovarem os dentes primeiro e depois devem repetir a operação, quando as
mesmas estiverem na faixa etária de 2 a 7 anos. A posição ideal é ficar atrás da criança, afastar
os lábios e bochechas com a mãe e escovar os dentinhos da criança, com movimentos circulares
e de varredura (da gengiva para fora do dente). Os movimentos de vai e vem devem ser feitos na
superfície de oclusão dos dentinhos.
* Atenção a quantidade de pasta que a criança coloca na escova (deve ser mínima) para que a
criança não engula com frequência e grande quantidade.

Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar

Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Como prevenir e tratar assaduras

A assadura é um dos principais problemas na pele dos bebês. Ela acontece por uma irritação no
local das fraldas ou dobras, locais mais quentes e que suam mais. No caso da assadura de
fraldas há a presença de fezes e urina cujo contato prolongado é irritante para a pele e pode levara proliferação de bactérias e fungos no local.

Como evitar as assaduras de fralda ?
Trocar as fraldas com frequência para evitar o contato prolongado da urina e fezes com a pele
Toda vez que trocar a fralda lavar o bumbum com água (para remover os resíduos) e, quando
possível, sabão. Não é necessário esfregar ou usar lenços umedecidos.Porém os lenços são
muito úteis quando estamos fora de casa. A limpeza deve ser delicada pois a pele da criança é
muito sensível;
Escolher com cuidado a fralda a ser utilizada. Se não está apertada, muito larga ou tem algum
local que irrita ou fere a pele.

E se a criança já tem uma assadura o que fazer ?
Algumas vezes mesmo com cuidados adequados a criança pode assar. Se houve mudança
brusca de temperatura, alteração da consistência das fezes e frequência das evacuações
(diarréia, mudança de alimentação, uso de antibióticos) ou em bebês que tem pele muito
sensível.

Quando isso ocorre – pele vermelha e irritada - é importante:
Aumentar a frequência das trocas de fraldas e lavar o bumbum com água corrente e sabão,
com delicadeza, em todas as trocas.
Deixar um tempo do dia, se possível, o bebê sem as fraldas para a pele ficar exposta o que
ajuda a diminuir a irritação.
Banho de sol sem as fraldas para ajudar a secar a umidade.

Utilizar pomada para assadura. Aplicar com cuidado e em pequena quantidade, lembrando que ela pode ajudar a diminuir a irritação mas também pode prejudicar a higiene do local. A remoção da pomada deve ser feita de forma cuidadosa para não ferir a pele (não esfregar).

Não usar talco ou receitas caseiras, eles aumentam a chance de infecção e a irritação no local.
Se não houver melhora em alguns dias, se houver infecção no local, saída de secreção com
odor ruim, muita dor ou sangramento marque uma consulta para que eu possa fazer uma
avaliação.

Lembre-se: Você dormiria com as roupas sujas de cocô ou xixi? Troque as fraldas do bebê
mesmo durante a noite!

Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar

Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)

Separação dos pais: como falar e lidar? Até pouco tempo, as crianças apresentavam os medos comuns da infância: medo do escuro, de barulh...