sexta-feira, 26 de julho de 2019

Alimentação no primeiro ano de vida e seus efeitos em longo
prazo

O que significa dizer que um bebê está se alimentando bem ?-
Há alguns anos atrás a resposta mais importante para essa pergunta seria – Sim. Ele está se
alimentando bem pois está crescendo e se desenvolvendo de forma adequada.
Mas será que só isso basta nos dias de hoje ?
Não. A nossa realidade atual diz que um em cada dois adultos têm excesso de peso e 30% da
população brasileira jovem tem pelo menos uma doença crônica como diabetes, pressão alta e
colesterol alterado. Isso quer dizer, que temos muitas doenças que levam ao desenvolvimento de
problemas cardiovasculares como infarto e derrame ao nosso redor.
Como proteger nossos filhos desse futuro ?
Hoje a nutrição adequada durante gravidez e durante o primeiro ano de vida é muito valorizada
como um dos itens importantes da prevenção de doenças do futuro.
Isso mesmo, o que a criança come quando é pequena pode influenciar na saúde dela décadas
depois.
Como assim ?
Simples. Quanto mais jovem é a criança mais os fatores ambientais influenciam na
“programação” da saúde. É o chamado período crítico. O bebê, especialmente antes do primeiro
ano de vida, tem o organismo muito mais sensível do que a criança maior e o adulto. Suas células
estão se multiplicando rapidamente, o cérebro se desenvolvendo e o sistema imunológico
amadurecendo – tudo ao mesmo tempo e de forma muito rápida. Dá para entender como os
nutrientes são importantes nesse momento e qualquer carência ou excesso pode prejudicar a
formação do organismo. Se faz mal o adulto comer errado (alimentos ricos em açúcar, sal,
gordura) muito pior é para o bebê. Fica muito mais difícil consertar.
Por isso cuidar da alimentação do bebê é muito, muito importante mesmo, para que ele tenha
muita saúde agora e mais para frente !
Quando hoje perguntamos se o bebê está se alimentando bem devemos pensar:
• Ele está crescendo bem ?
• Ele está se desenvolvendo bem ?
• Está faltando algum nutriente ?
• Está sobrando algum nutriente ?
• Será que comendo assim estou protegendo ele de problemas de saúde agora e no futuro ?
Vários estudos mostram o impacto da nutrição do bebê na prevenção de doenças, por exemplo:
• Aleitamento materno:
- reduz em 30% o risco de obesidade no futuro
- reduz o risco de colesterol aumentado
- reduz o risco de alergias
- reduz o risco de diabetes
Ingestão adequada de proteína – ingestão excessiva de proteína em bebês é um dos fatores mais
importantes que se associa o aumento do risco de obesidade no futuro. O leite de vaca têm 5
vezes mais proteína do que o leite materno.
• Consumo adequado de carne (após os 6 meses) – reduz a chance de anemia e melhora o
desenvolvimento cerebral do bebê, por causa do ferro que está contido na carne e é facilmente
absorvido
• Ingestão adequada de frutas e verduras (após os 6 meses) – as vitaminas, fibras e minerais
presentes nesses alimentos combatem os radicais livres produzidos pelo organismo que podem
danificar as artérias
• Não exagerar no sal (sódio) – reduz a pressão arterial quando o bebê for adolescente
• Não exagerar nos sucos, mesmo natural, e preferir as frutas (pedaços, amassadas ou
picadas) –pois a fruta, tem fibras e maior concentração de vitaminas. O suco deve ser oferecido
em uma refeição (lanche por exemplo) e nunca deve ser o substituto da água. Não deixar suco ao
alcance da criança (na mamadeira ou copo) para que ela beba o tempo todo.
• Comer peixes – melhora o desenvolvimento neuropsicomotor da criança e pode proteger
contra algumas doenças alérgicas
Criança pequena deve ter, mais do que nunca, sua alimentação cuidada por toda a família para
garantir muita saúde por toda a vida.

Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar
Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Separação dos pais: como falar e lidar? Até pouco tempo, as crianças apresentavam os medos comuns da infância: medo do escuro, de barulh...