quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Descobrindo o terror noturno

Imagine só: você está dormindo tranquilamente em sua cama e de repente, na madrugada, seu
sono é interrompido pelo choro do seu filho. Essa cena é considerada normal, afinal, as crianças
acordam no meio da noite porque estão com fome, querem ir ao banheiro, chamam pela mãe ou
pai por conta de um pesadelo, etc., certo? Mas, se ela não despertou, continuou dormindo e
chorando ao mesmo tempo, pode ser terror noturno.

Calma! Apesar do nome horroroso – você há de concordar conosco – geralmente, esse distúrbio
do sono não é grave. Atualmente, estima-se que 3% dos pequenos, entre três e seis anos,
passam por isso.

A maioria dos pais confunde pesadelo e terror noturno, mas vale ressaltar que eles são
diferentes. Os pesadelos são caracterizados por um sonho amedrontador, que faz a criança
acordar assustada, ficar com medo e, muitas vezes, querer dormir na cama dos pais. No dia
seguinte, se lembra do sonho. Já o terror noturno, o pimpolho fica aterrorizado, pode até se
mexer, abrir os olhos, mas não desperta. Ele senta, grita, chora e, após alguns minutos, volta a
dormir, como se nada tivesse acontecido e depois não se recorda do ocorrido.

Normalmente, os pais ficam mais apavorados que os filhos com o terror noturno. Mas saiba que,
apesar do susto, não há muito o que fazer. Os especialistas dizem que se deve simplesmente
colocar a mão sobre a criança e esperar que a crise passe, observando-a para que não se
machuque, caso esteja muito agitada.

Se esse distúrbio se repetir várias vezes, para tentar diminuir as chances de outra crise, você
pode acordar seu filhote calmamente de 15 a 30 minutos antes da hora que o terror noturno tem
acontecido. Verifique também se ele está dormindo o suficiente; acalmá-lo próximo ao horário de
dormir e fixar uma rotina do sono também podem ajudar.

Quando o terror noturno acontece esporadicamente, não oferece nenhum risco aos pequenos.
Porém, se for muito recorrente, é aconselhável conversar com o pediatra do seu filho, para que
ele possa investigar as possíveis causas e definir o melhor tratamento. Esse distúrbio costuma
desaparecer naturalmente entre os seis e oito anos de idade.

Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar
Fonte :Texto original extraído do Blog Vida de Mãe – www.nestle.com.br/vidademae
Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)

Um comentário:

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