Musicalização para Bebês
Muitas mães, interessadas em aprender e estimular seus filhos com brincadeiras musicais
procuram aulas de musicalização infantil.
Estudos mostram o quanto os bebês demonstram uma aptidão musical muito grande e o quanto
eles se envolvem com as atividades propostas nas aulas.
Nos primeiros 3 anos de vida, a criança aprende com muita facilidade e velocidade, pois nesta
fase, as conexões cerebrais se desenvolvem de maneira intensa. A música atrai a criança e faz
com que ela desenvolva a fala, a parte motora, a socialização, a escuta ativa, o fortalecimento do
vínculo afetivo com o adulto que a acompanha nas aulas, etc.
Mas para que o bebê possa usufruir de tantos benefícios, é importante que o professor ofereça
um repertório de canções e brincadeiras específicas à faixa etária, além de um espaço seguro e
arejado, material sonoro rico e ao mesmo tempo, próprio para ser manipulado sem oferecer
perigo ao bebê.
Mas como saber a melhor fase do bebê para frequentar as aulas e o que geralmente acontece
nestas aulas? Escolhemos as dúvidas mais frequentes pelos pais sobre este assunto.
A partir de qual idade posso levar meu bebê para as aulas de música?
Quanto antes à criança iniciar a musicalização, melhor. É aconselhável principalmente a partir
dos 8 meses, quando a criança já senta sem apoio e deve ser acompanhada pelo pai ou pela
mãe.
Quais as atividades geralmente são desenvolvidas em uma aula de música?
As aulas de música com os bebês geralmente são em grupo, pois um dos objetivos é o
desenvolvimento da socialização. Para começar, são utilizadas canções que falam o nome de
cada criança e cada um tem sua vez. Assim a criança aprende a perceber o outro e ao mesmo
tempo demonstram muita alegria quando todos cantam o seu nome na roda.
Ao começar a primeira música da aula, geralmente os bebês já ficam mais calmos e receptivos as
atividades. Logo em seguida, são trabalhadas algumas canções que exploram diferentes
estímulos, como por exemplo, as canções gestuais. Desta forma, o bebê vai aprendendo a
relação do gesto e da fala e vai ampliando seu vocabulário e expressividade. Nestas canções, o
professor geralmente utiliza brinquedos com efeito visual que atraem ainda mais a atenção dos
pequeninos.
Pequenas histórias cantadas ou histórias sonorizadas explorando uma temática (explorando sons
do corpo, da casa, dos animais e da rua), também podem ser utilizadas, pois estimulam a
atenção, a concentração e a percepção auditiva, o chamado “ouvido musical”, que é desenvolvido
principalmente até aos 6 anos.
Atividades explorando movimentos locomotores (andar, pular, galopar, saltitar) acompanhando
diversos andamentos da música, brincadeiras de roda, também fazem parte das aulas, pois com
o movimento, através de um repertório rico e diversificado, a criança brinca com seu corpo e
interioriza os ritmos de forma natural, desenvolvendo não só a musicalidade e o vínculo afetivo
com quem está dançando com ela, mas também seu raciocínio espacial-temporal.
Brincadeiras de colo, jogos musicais com parlendas (brincadeiras com as palavras), atividades
em duplas são sempre um momento de diversão, onde a criança recebe o carinho e afeto no colo
do adulto e ao mesmo tempo, vivencia a pulsação e o ritmo da música.
Nas aulas, o professor de musica oferece diversos objetos sonoros e materiais com texturas
diferentes para que os bebês explorem e percebam através dos sentidos, manipulando de forma
lúdica e prazerosa. Além de explorarem, as crianças têm a oportunidade de acompanharem as
canções com instrumentos musicais (chocalhos, tambores, clavas, sinos, etc.), vivenciando a
pulsação e o senso rítmico, intensidade (tocar forte ou fraco), percepção ao estimulo sonoro e o
silêncio, lateralidade (lado esquerdo, direito, para cima e para baixo), estimulando também o
desenvolvimento psicomotor da criança.
O canto (linguagem musical) sempre é a viga-mestra de todo o processo, contribuindo para
melhorar a articulação de diversos sons da fala.
Depois de tanto estímulo e tantas atividades divertidas, as crianças necessitam de um momento
de relaxamento, onde acompanhados por uma música apropriada, recebem carinho do adulto,
com instrumentos de massagem.
As aulas de musicalização para bebês são sem dúvida, um momento de grande prazer para os
bebês e adultos que acompanham as aulas. Depois de cada aula, é comum os pais relatarem que
seus filhos reproduzem as atividades em casa em alguns momentos. O familiar que vivenciou a
aula poderá praticar as brincadeiras e repertórios de canções aprendidas, motivando seus filhos
com a música desde cedo, de forma prazerosa e lúdica.
Quem vivencia música desde pequeno, se torna mais sensível, com uma concentração mais
focada, com um ouvido mais apurado para aprender em qualquer área, além do aprimoramento
do senso estético para escolher músicas de qualidade. A música faz bem para qualquer idade,
então é bom que comecemos desde cedo, brincando e aprendendo, contribuindo assim para que
a criança, além de desenvolver-se globalmente, tenha uma vida mais plena e feliz.
Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar
Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)
Muitas mães, interessadas em aprender e estimular seus filhos com brincadeiras musicais
procuram aulas de musicalização infantil.
Estudos mostram o quanto os bebês demonstram uma aptidão musical muito grande e o quanto
eles se envolvem com as atividades propostas nas aulas.
Nos primeiros 3 anos de vida, a criança aprende com muita facilidade e velocidade, pois nesta
fase, as conexões cerebrais se desenvolvem de maneira intensa. A música atrai a criança e faz
com que ela desenvolva a fala, a parte motora, a socialização, a escuta ativa, o fortalecimento do
vínculo afetivo com o adulto que a acompanha nas aulas, etc.
Mas para que o bebê possa usufruir de tantos benefícios, é importante que o professor ofereça
um repertório de canções e brincadeiras específicas à faixa etária, além de um espaço seguro e
arejado, material sonoro rico e ao mesmo tempo, próprio para ser manipulado sem oferecer
perigo ao bebê.
Mas como saber a melhor fase do bebê para frequentar as aulas e o que geralmente acontece
nestas aulas? Escolhemos as dúvidas mais frequentes pelos pais sobre este assunto.
A partir de qual idade posso levar meu bebê para as aulas de música?
Quanto antes à criança iniciar a musicalização, melhor. É aconselhável principalmente a partir
dos 8 meses, quando a criança já senta sem apoio e deve ser acompanhada pelo pai ou pela
mãe.
Quais as atividades geralmente são desenvolvidas em uma aula de música?
As aulas de música com os bebês geralmente são em grupo, pois um dos objetivos é o
desenvolvimento da socialização. Para começar, são utilizadas canções que falam o nome de
cada criança e cada um tem sua vez. Assim a criança aprende a perceber o outro e ao mesmo
tempo demonstram muita alegria quando todos cantam o seu nome na roda.
Ao começar a primeira música da aula, geralmente os bebês já ficam mais calmos e receptivos as
atividades. Logo em seguida, são trabalhadas algumas canções que exploram diferentes
estímulos, como por exemplo, as canções gestuais. Desta forma, o bebê vai aprendendo a
relação do gesto e da fala e vai ampliando seu vocabulário e expressividade. Nestas canções, o
professor geralmente utiliza brinquedos com efeito visual que atraem ainda mais a atenção dos
pequeninos.
Pequenas histórias cantadas ou histórias sonorizadas explorando uma temática (explorando sons
do corpo, da casa, dos animais e da rua), também podem ser utilizadas, pois estimulam a
atenção, a concentração e a percepção auditiva, o chamado “ouvido musical”, que é desenvolvido
principalmente até aos 6 anos.
Atividades explorando movimentos locomotores (andar, pular, galopar, saltitar) acompanhando
diversos andamentos da música, brincadeiras de roda, também fazem parte das aulas, pois com
o movimento, através de um repertório rico e diversificado, a criança brinca com seu corpo e
interioriza os ritmos de forma natural, desenvolvendo não só a musicalidade e o vínculo afetivo
com quem está dançando com ela, mas também seu raciocínio espacial-temporal.
Brincadeiras de colo, jogos musicais com parlendas (brincadeiras com as palavras), atividades
em duplas são sempre um momento de diversão, onde a criança recebe o carinho e afeto no colo
do adulto e ao mesmo tempo, vivencia a pulsação e o ritmo da música.
Nas aulas, o professor de musica oferece diversos objetos sonoros e materiais com texturas
diferentes para que os bebês explorem e percebam através dos sentidos, manipulando de forma
lúdica e prazerosa. Além de explorarem, as crianças têm a oportunidade de acompanharem as
canções com instrumentos musicais (chocalhos, tambores, clavas, sinos, etc.), vivenciando a
pulsação e o senso rítmico, intensidade (tocar forte ou fraco), percepção ao estimulo sonoro e o
silêncio, lateralidade (lado esquerdo, direito, para cima e para baixo), estimulando também o
desenvolvimento psicomotor da criança.
O canto (linguagem musical) sempre é a viga-mestra de todo o processo, contribuindo para
melhorar a articulação de diversos sons da fala.
Depois de tanto estímulo e tantas atividades divertidas, as crianças necessitam de um momento
de relaxamento, onde acompanhados por uma música apropriada, recebem carinho do adulto,
com instrumentos de massagem.
As aulas de musicalização para bebês são sem dúvida, um momento de grande prazer para os
bebês e adultos que acompanham as aulas. Depois de cada aula, é comum os pais relatarem que
seus filhos reproduzem as atividades em casa em alguns momentos. O familiar que vivenciou a
aula poderá praticar as brincadeiras e repertórios de canções aprendidas, motivando seus filhos
com a música desde cedo, de forma prazerosa e lúdica.
Quem vivencia música desde pequeno, se torna mais sensível, com uma concentração mais
focada, com um ouvido mais apurado para aprender em qualquer área, além do aprimoramento
do senso estético para escolher músicas de qualidade. A música faz bem para qualquer idade,
então é bom que comecemos desde cedo, brincando e aprendendo, contribuindo assim para que
a criança, além de desenvolver-se globalmente, tenha uma vida mais plena e feliz.
Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar
Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)
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