quarta-feira, 4 de setembro de 2019

O desafio da educação no Séc. XXI

É evidente que as crianças mudaram, assim como o mundo.
Hoje, elas são muito mais precoces e estão sofrendo as consequências disso.
As crianças estão aprisionadas nas exigências do futuro extremamente competitivo que as
espera, alienadas e condicionadas a responder de maneira supostamente correta aos olhos do
adulto, a uma educação limitante, que as impede de realizar aquilo que existe de mais importante
e natural na sua idade: a capacidade de brincar. Assim, elas vão perdendo a espontaneidade, a
curiosidade, a criatividade, o espírito investigativo e a autonomia.
Cada vez mais, meninos e meninas passam a fazer parte do mundo adulto, compartilhando das
mesmas regras, dos mesmos espaços limitantes, pensando realisticamente ou negativamente
demais, abandonando as suas fantasias e vivendo uma rotina estressante. Desta forma, a perda
da autonomia, transforma essas crianças em cordeiros obedientes e despreparadas para
enfrentar esse futuro que se mostra, até agora, de forma extremamente cruel, competitivo e
violento.
A tecnologia invadiu o mundo e deve ser usada com cautela. No início, o homem a dominava e
hoje, ela passou a dominar o homem.
O uso abusivo da internet, conduz as crianças à solidão. Para a criança, a falta do envolvimento
social, corporal e emocional que caracteriza o mundo virtual, pode ser catastrófica.
O mundo precisa de gente que goste de gente, precisa de uma rede de apoio e de troca nas
relações humanas. Você sabia que a maior tristeza, para a maioria das crianças, é ficar ou brincar
sozinho? E que aproximadamente 87% das crianças se sentem mais felizes quando estão
cercadas pela família?
As crianças privilegiadas por se relacionar com avós, tios, primos, amigos, têm a oportunidade de
aproveitar muitos modelos no aprendizado da vida. A família é a única terapia preventiva e
curativa no envolvimento com o uso de drogas.
Os pais precisam participar mais da infância do filho. Essa é uma das condições básicas para
tornar-se uma pessoa e para a saúde mental infantil.
A sugestão da participação na infância, não é assistir televisão juntos ou jogar videogame, nem
em sair para tomar um lanche, lavar o carro, ir ao shopping ou ao supermercado. Muitos pais
estão ao lado da criança, mas a quilômetros de distância, presos em seus afazeres e
pensamentos.
Estar junto dos filhos e da família e fazer coisas que sejam do interesse de todos, com alegria,
estando inteiro na relação mesmo que por pouco tempo, já é o suficiente.
As necessidades das crianças não consistem em ter muitas atividades e brinquedos (embora os
brinquedos sejam importantes). Na maioria das vezes, elas precisam da família por perto, mais
amor, atenção, interesse e aceitação.
A criança tem um mundo próprio, quanto mais próximos os pais e os familiares estiverem dela,
mais depressa ela será ajudada a compreender o universo em que vivemos.
Sentir-se aceita e cercada pela família, faz com que a criança se sinta segura e amada.
Faz com que ela construa as bases necessárias para o seu processo de SER e de vir a SER.

Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar
Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)

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