quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Bronquiolite Viral Aguda (BVA)

O que é:
A BVA é uma doença viral que afeta as pequenas vias aéreas de crianças menores de 2 anos,
causando obstrução destas vias, e por isso, caracteriza-se pela sibilância (chiado).
Em 50% a 80% dos casos, o agente envolvido é o vírus sincicial respiratório (VRS), porém pode
ser causada por outros vírus.
A doença é mundial, segue a sazonalidade do vírus e causa forte impacto sócio-econômico, haja
vista os altos custos com hospitalizações de crianças menores de 1 ano de idade.
Principais sintomas:
O quadro clínico é variável em relação à gravidade e depende entre outros fatores, da idade e
comorbidades do indivíduo (prematuridade, cardiopatia, pneumopatia, imunodeficiência). Os vírus
responsáveis por causar a BVA podem também infectar adultos, causando apenas sintomas
gripais leves. Porém nos extremos de idade (crianças pequenas e idosos) o quadro pulmonar
pode ser muito grave. Por outro lado, nem todos os bebês vão desenvolver um quadro de doença
do trato respiratório inferior, geralmente o primeiro episódio de BVA é mais grave.
As manifestações ocorrem tipicamente após o contato com indivíduos infectados, com sintomas
gripais, e a transmissão ocorre, em geral, através de mãos e objetos contaminados com as
secreções respiratórias.
Os primeiros sintomas são de um resfriado comum, com espirros, tosse, coriza clara, podendo ter
febre ou não.
Após 2-3 dias, os sintomas de obstrução das vias respiratórias surgem, com falta de ar e
sibilância ( chiado), e a partir daí a piora pode ser progressiva, com necessidade inclusive de
internação hospitalar, ao se constatar sinais de gravidade, como cianose, desidratação, palidez
excessiva, irritabilidade, inapetência e desconforto respiratório importante.
Tratamento:
Os quadros leves devem ser tratados em casa, com repouso, hidratação adequada e nebulização
apenas com soro fisiológico.
Já os quadros moderados e graves devem ser hospitalizados, sendo que alguns necessitam de
UTI. O suporte hospitalar também inclui o repouso, hidratação adequada, cuidados com
alimentação via sonda quando necessário, e oxigênio umidificado.
Prevenção:
Como outras doenças virais de alta transmissibilidade, a melhor prevenção é evitar o contato das
crianças pequenas, principalmente aquelas com os fatores de risco já citados. Com outros
indivíduos que apresentem sintomas gripais, principalmente na época da sazonalidade viral.
Em São Paulo, por exemplo, há um predomínio de crianças hospitalizadas nos meses de março à
agosto. Na medida do possível, deve-se evitar também o contato de crianças em ambientes
fechados, aglomerados de pessoas e áreas com alto índice de poluentes ambientais,
principalmente o tabagismo, pois é um irritante das vias aéreas e um fator agravante do quadro
respiratório.
A lavagem das mãos é primordial.
Não há vacina específica contra a BVA e a criança ou lactente jovem pode apresentar outros
quadros de BVA (geralmente mais leves) ou então um quadro de sibilância recorrente ou até
complicações mais sérias.

Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar
Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)

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