quarta-feira, 23 de outubro de 2019

FEBREFOBIA
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A Febrefobia se refere ao medo irracional e exagerado que alguns pais apresentam em relação à febre e à sua evolução.

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FEBRE

Na Pedriatra, a febre é uma das principais causas de procura por atendimento médico, sobretudo porque pode indicar quadros infecciosos e causar grande inquietação aos pais.

Ao contrário do que muitos pensam e para a tranquilidade dos pais, a febre não é uma doença; na verdade, ela é uma resposta fisiológica a um insulto que estimula as defesas inflamatórias do organismos, podendo retardar, inclusive, o crescimento e a reprodução de bactérias e vírus.

Apesar de a febre ocorrer quando a temperatura corporal é igual ou maior que 37,8 C, um quarto dos pais utilizam antitérmicos com temperaturas menores que 37,8 C, quando não há necessidade. Em média, os pais supõem que a temperatura 37,4 C já seja considerada febre, e que a febre vista como " alta " seria aquela acima de 38,6 C. No entanto considera-se febre alta quando a temperatura é igual ou maior que 39,5 C.


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CONVULSÃO FEBRIL

Um receio comum entre os pais é que a febre possa causar convulsão. Porém convulsão pela febre é um fenômeno incomum, que ocorre entre apenas 2% e 5% das crianças.

A convulsão acontece com temperatura mais elevadas (> 39 ) e nas primeiras 24 horas do inicio da febre, em crianças com idades entre seis meses e três anos.

As convulsões febris são consideradas benignas e autolimitadas. Além disso, elas não causam lesão cerebral e não aumentam o risco de epilepsia no futuro.

O uso de antitérmicos não evita o aparecimento da convulsão febril.

Lesões cerebrais só ocorrem com elevações muito importantes da temperatura, para niveis acima de 41,5 C ou 42 C. Na ausência de estímulos hipertérmicos, como por exemplo a desidratação e a permanência em automóveis fechados e quentes, o organismo não permite que a temperatura corporal aumente até níveis fatais em crianças sem doenças neurológicas.


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TRATAMENTO

O tratamento da febre é realizado com medicamentos antitérmicos.

Deve-se ter em mente que a febre moderada estimula os mecanismo de defesa contra a infecção, por tanto o uso de antipiréticos não é necessário.

Antitérmicos são administrados para aliviar o desconforto causado pela febre ou quando a temperatura atinge níveis mais elevados (>39).

Um estudo brasileiro mostrou que 9% dos pais utilizam os antitérmicos em doces acima das recomendadas e 70,5% em doses abaixo da mínima recomendada. Ainda, uma grande porcentagem de pais administra antitérmicos em doses e frequências acima das sugeridas.

É importante lembrar que o efeito máximo dos antitérmicos é atingido em um intervalo de três a quatro horas após a administração . Só após esse período deve ser considerada a ineficária do tratamento.

Aproximadamente  um terço dos pais utiliza mais de um antitérmico alternadamente durante o mesmo episódio febril. No entanto ainda não existem evidências de que o uso de mais de um antitérmico seja mais eficaz na febre do que o de apenas um único medicamento. É importante ressaltar, ainda, que o uso de mais de um antitérmico aumenta o risco de efeitos adversos pelo tratamento.


Medidas não farmacológicas podem ser associadas a um antitérmico para auxiliar na redução da temperatura e em sua manutenção, conforme a seguir descrito.

- Retirar agasalhos e deixar a criança em ambiente ventilado.
- Dabanho morno de imersão por 10 a 20 minutos.
- Pode ser feita fricção delicada com esponja umedecida em água morna por 20 a 30 minutos (apenas se não causar desconforto).
- Não usar água fria.
- Não usar álcool para banho, pois ele pode ser absorvido pela pele.
- Estimular ingestão de líquidos (água, chá, suco).


Pais, procurem o médico de seus filhos para orientação do tratamento antitérmico adequado para oferecer conforto e bem-estar à criança.



















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