sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Porque quem canta seus males espanta?

Imagine a cena: Você está cansado, entrou no seu carro depois de um dia cansativo e sabe que
vai encarar um trânsito terrível. Quanto stress e desânimo! Porém, ao ligar o rádio, percebe que
sua música preferida está tocando. Qual a sensação imediata? Provavelmente, de satisfação, de
prazer, como se de repente, todo aquele terrível stress diminuísse drasticamente. Esse é o poder
da música!
Há muito tempo, pesquisadores estudam sobre a influência da música nas atividades cerebrais.
Estudos comprovados mostram que pessoas que praticam música com prazer ou que ouvem
músicas que gostam, fazem o cérebro produzir endorfinas e serotoninas, que atuam trazendo
relaxamento, equilíbrio mental e emocional. A música também ativa o neurotransmissor do prazer
no cérebro, à dopamina. Isso ajuda a explicar porque a música sempre fez parte da vida das
pessoas e é muito utilizada em festas, em filmes e pelo marketing. Obviamente, para podermos
usufruir deste benefício, temos que estar atentos ao repertório que escutamos. Há músicas que
contribuem ainda mais para deixar o coração desanimado. Certas melodias nos remetem a
situações desagradáveis e momentos não tão felizes, portanto, essas músicas devem ser
evitadas, se o objetivo é utilizar a música como terapia para trazer mais ânimo para o dia-a-dia.
Além de contribuir para o bem-estar do ser humano, a música pode ajudar a melhorar o
funcionamento do nosso cérebro, principalmente quando praticamos música com regularidade.
Pesquisas recentes nos mostram que o cérebro pode mudar sua própria estrutura, através dos
pensamentos e atividades estimulantes. O cérebro é vulnerável às influências externas e pode
ser exercitado como se fosse um músculo.
O fato é que a música nos envolve em diversos níveis e através de sua prática, desenvolvemos
habilidades motoras, cognitivas e lingüísticas. Todos podem desenvolver o talento musical, desde
que tenham contato com a música de forma agradável e pratique bastante.
A música pode fortalecer áreas importantes nos primeiros anos de vida, quando a
neuroplasticidade (capacidade do cérebro de modificar sua estrutura e função através de
experiências anteriores) é maior, mas é preciso salientar que a plasticidade continua na fase
adulta. Nunca é tarde para praticar música. Ao aprender a tocar um instrumento musical, por
exemplo, estamos exercitando nossas habilidades mentais, refinando nossa capacidade de ouvir
e desenvolvendo o controle motor fino, o que ajudará na firmeza de equilíbrio e na mobilidade. Ou
seja, desenvolvendo essa nova habilidade, programaremos nosso cérebro para envelhecer em
melhores condições.
A música está acessível á todos, não importa a idade. Aliás, quanto antes começar, melhor.
Muitas famílias levam seus filhos desde bem pequenos para as aulas de musicalização infantil,
pois desta forma aprenderão muitas brincadeiras musicais para praticar com seus filhos em casa,
oferecendo assim, um tempo de qualidade, afeto e atenção exclusiva através da música, além de
oferecer muito estímulo ao cérebro de maneira lúdica.
A criança que tem contato com música de qualidade desde pequena, além de desenvolver o
gosto pela música, será um adulto com maior sensibilidade, e utilizará a música para descarregar
o stress do dia-a-dia de maneira saudável. Além disso, poderá se tornar um apreciador da boa
música, pois conviveu desde pequeno com este repertório, com experiências agradáveis e
provavelmente se identificará com pessoas do mesmo nível cultural.
Para os adultos, segue a dica: cante sempre, seja sozinho, com amigos, em um show com
artistas ou bandas que você goste, selecione suas músicas favoritas para ouvir durante o trânsito
ou para fazer ginástica... enfim! Inclua mais a música na sua vida. Ou melhor, que tal aprender a
tocar um instrumento musical para estimular seu cérebro com uma nova habilidade?
A música sem dúvida pode trazer bem-estar, auto-estima e melhor qualidade de vida para todas
as idades.
Experimente trazer a música com mais intensidade para sua vida e da sua família. Certamente
você perceberá que quem disse o famoso e antigo ditado: “Quem canta seus males espanta”
estava totalmente certo e por isso este ditado é tão conhecido até hoje!

Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar
Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br

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