segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Saúde mental


A saude compreende aspectos clinicos e psicológicos.
Muitas vezes nos deparamos com situações em que não sabemos como nos conduzir
O Instituto Tavistock de Londres é uma referência em psicologia infantil no mundo todo.
Um dos trabalhos deles aqui entre nós é uma coleção de livros de fácil leitura onde se pode
entender o processamento mental e o comportamento da criança em suas variações. Nestes
livretos é possível encontrar situações semelhantes às vivenciadas por famílias de qualquer lugar
do mundo e certamente serve de guia para que os pais possam se conduzir.
Os livros são divididos pelas faixas etárias e apresentam as particularidades de cada fase da
criança.

http://www.tavinstitute.org/
Muito útil e confiável.

Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar
Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)
Sindactilia-Dedinhos colados

Este tipo de formação é mais comum do que se pensa, e normalmente não causa
nenhuma restrição.
A Sindactilia pode ser completa quando existe a fusão dos ossos, ou parcial queando
existe apenas a fusão da pele que se mostra como uma membrana unindo os dedos. Não
há repercussão funcional e o portador desta formação pode ter uma vida normal.
Pode ser corrigida com uma cirurgia para separar os artelhos, mas o mais importante é
saber que este achado tem causa genética e é muito comum encontrarmos outros
membros da família com as mesmas caracteristicas.

Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar
Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)

sábado, 7 de setembro de 2019

Sinais e Sintomas mais comuns no bebê de 10 a 12 meses

Febre
Trata-se da elevação da temperatura corpórea. É considerada febre a temperatura axilar, medida
por meio de termômetro, que está acima de 37,8 °C.
- O período do dia (no final da tarde a temperatura da criança é maior do que à noite ou pela
manhã), a atividade física e a quantidade de roupas influenciam a temperatura corporal normal da
criança.
- É uma resposta do organismo a uma situação em que ele se defende de algum agente
agressor, como uma infecção.
- As causas mais comuns da febre são infecções benignas: gripes, otites, pneumonias etc.
- A febre pode ser tratada com antitérmicos prescritos pelo médico. Além disso, deve-se reduzir o
número de roupas e dar banho. - Quando a febre preocupa mais (sinais de alerta):
- Bebês de menos de 3 meses com temperatura acima de 37,8 °C.
- Crianças de qualquer idade com febre acima de 39 °C.
- Crianças de qualquer idade, com qualquer intensidade de febre, que estejam abatidas e
prostradas (sem brincar) ou que apresentem outros sintomas associados à febre, como falta de
ar, manchas na pele, vômitos ou diarreia.

Tosse
Trata-se de um mecanismo de defesa do sistema respiratório diante de um agente agressor,
inflamatório ou infeccioso. Pode ser seca ou produtiva (com catarro). Diversas doenças levam a
quadros mais ou menos intensos de tosse. Como se trata de um mecanismo de defesa, a tosse
não deve ser inibida. Ajuda muito o uso de remédios fluidificantes (que deixam a secreção menos
espessa, favorecendo a expectoração), como lavagem do nariz com soro fisiológico e inalações.
É sinal de alerta de que algo não vai bem a tosse acompanhada das seguintes situações:
- Falta de ar.
- Criança prostrada, sem querer comer nem brincar.
- Criança que não consegue beber líquidos nem mamar.
- Quando a região em redor da boca ou embaixo das unhas fica azulada (arroxeada).
- Secreção nasal ou pulmonar amarela ou esverdeada. - Vômitos repetidos após a tosse ou
provocados por ela.
- Tosse com febre por mais de 3 dias.

Vômitos
É importante nesse tópico diferenciar vômito de regurgitação. A grande maioria dos bebês
pequenos (menos de 6 meses) regurgita – isto é, devido a um mecanismo fisiológico normal há o
refluxo do conteúdo gástrico para a boca do bebê, causado por imaturidade dos esfíncteres
esofágicos (responsáveis pela contenção do líquido dentro do estômago). Esse sintoma melhora
com o passar dos meses. No vômito, há a saída abrupta do conteúdo gástrico através da boca
(em jato), o que representa uma condição de doença, na maioria das vezes aguda.
O que pode causar vômitos:
- Quadros infecciosos virais ou bacterianos.
- Alimentos contaminados.
- Intoxicação medicamentosa. É muito importante considerar que a criança que vomita pode
desidratar-se rapidamente, em especial se for pequena, necessitando de tratamento para a
parada dos vômitos e reidratação.

Diarreia
A diarreia é caracterizada pela alteração do hábito intestinal, com diminuição da consistência das
fezes e aumento do número de evacuações. Geralmente é causada por alguma infecção (como
vírus e bactérias), pode vir acompanhada de febre e tem cura espontânea: em 3 a 5 dias a
criança já está bem melhor.
Nesse sentido é importante:
- Aumentar a ingestão de líquidos e reidratante oral para que a criança não se desidrate.
- Saber que, se a criança tiver vômitos, a chance de desidratação será muito maior.
- Ficar atento para ver se o bebê tem diurese (sinal de boa hidratação).
- Observar a cor, a consistência e a presença de sangue ou muco nas fezes.
- Ter cuidado especial em relação à prevenção de assaduras, uma vez que na diarreia as fezes
podem ser mais ácidas.
- Continuar a oferecer a alimentação habitual, não é necessário mudar nada no caso de diarreia
aguda (duração de até 7 dias).
- Observar um sinal de alerta: a diarreia que não tem boa melhora após 7 dias precisa ser
investigada.

Gripes e resfriados
Gripes e resfriados são processos infecciosos das vias aéreas superiores que ocorrem com muita
frequência. São causados por tipos diferentes de vírus.
Os sintomas mais comuns são:
- Febre, que pode ser alta, mas não dura mais do que 3 ou 4 dias.
- Obstrução nasal.
- Tosse, que pode ser produtiva (com catarro) ou mais irritativa (seca).
- Queda do estado geral (a criança não mama direito, não dorme e fica mais irritada). Geralmente
a gripe e os resfriados passam sozinhos (após uns 5 dias) e não trazem complicações à criança
além do incômodo.
As medidas mais indicadas para tratamento desses casos são:
- Fazer lavagens nasais, com solução fisiológica, várias vezes ao dia.
- Tratar a febre com antitérmicos conforme a prescrição do médico.
- Aumentar a oferta de líquidos e lembrar que nesse momento a criança pode querer comer
menos.
- Manter a cabeceira do berço elevada porque, nessa fase, dormir é mais difícil para o bebê.
Como é a boa evolução da gripe: melhora com o passar dos dias (3 primeiros dias); a criança fica
“desanimada” durante a febre e volta a brincar quando ela passa; a secreção do nariz fica
clarinha e melhora com o passar dos dias; e finalmente o apetite retorna aos poucos por volta do
3º ou 5º dia.

Otite
Otite é uma inflamação do ouvido (externo, médio ou interno).
- Ouvido externo: é formado por orelha, conduto auditivo e tímpano.
- Otite externa: tem ocorrência comum devido ao contato com a água (do mar, da piscina ou do
chuveiro). Aparece uma vermelhidão ou secreção no local. Deve-se evitar a entrada de água no
local por meio de curativos e tratar com antibióticos de solução em gotas.
- Ouvido médio: pequena cavidade logo após o tímpano onde ficam os ossículos responsáveis
pela audição (martelo, bigorna e estribo) e a tuba auditiva, que liga o ouvido à garganta.
- Otite média aguda: pode ocorrer em conjunto com outras infecções respiratórias. Como há dor,
a criança pode ficar irritada, com febre e ter dificuldade para dormir ou mamar; há saída de
secreção pela orelha e diminuição da audição. O exame com o otoscópio ajuda o médico a
diagnosticar a infecção.
- Ouvido interno: é composto de duas partes, uma relacionada à audição (cóclea) e a outra ao
equilíbrio (canais semicirculares).

Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar

Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Sinais e Sintomas mais comuns na criança de 1 ano

Febre
Trata-se da elevação da temperatura corpórea. É considerada febre a temperatura axilar, medida
por meio de termômetro, que está acima de 37,8 °C.
- O período do dia (no final da tarde a temperatura da criança é maior do que à noite ou pela
manhã), a atividade física e a quantidade de roupas influenciam a temperatura corporal normal da
criança.
- É uma resposta do organismo a uma situação em que ele se defende de algum agente
agressor, como uma infecção.
- As causas mais comuns da febre são infecções benignas: gripes, otites, pneumonias etc.
- A febre pode ser tratada com antitérmicos prescritos pelo médico. Além disso, deve-se reduzir o
número de roupas e dar banho. - Quando a febre preocupa mais (sinais de alerta):
- Bebês de menos de 3 meses com temperatura acima de 37,8 °C.
- Crianças de qualquer idade com febre acima de 39 °C.
- Crianças de qualquer idade, com qualquer intensidade de febre, que estejam abatidas e
prostradas (sem brincar) ou que apresentem outros sintomas associados à febre, como falta de
ar, manchas na pele, vômitos ou diarreia.

Tosse
Trata-se de um mecanismo de defesa do sistema respiratório diante de um agente agressor,
inflamatório ou infeccioso. Pode ser seca ou produtiva (com catarro). Diversas doenças levam a
quadros mais ou menos intensos de tosse. Como se trata de um mecanismo de defesa, a tosse
não deve ser inibida. Ajuda muito o uso de remédios fluidificantes (que deixam a secreção menos
espessa, favorecendo a expectoração), como lavagem do nariz com soro fisiológico e inalações.
É sinal de alerta de que algo não vai bem a tosse acompanhada das seguintes situações:
- Falta de ar.
- Criança prostrada, sem querer comer nem brincar.
- Criança que não consegue beber líquidos nem mamar.
- Quando a região em redor da boca ou embaixo das unhas fica azulada (arroxeada).
- Secreção nasal ou pulmonar amarela ou esverdeada.
- Vômitos repetidos após a tosse ou provocados por ela.
- Tosse com febre por mais de 3 dias.

Vômitos
É importante nesse tópico diferenciar vômito de regurgitação. A grande maioria dos bebês
pequenos (menos de 6 meses) regurgita – isto é, devido a um mecanismo fisiológico normal há o
refluxo do conteúdo gástrico para a boca do bebê, causado por imaturidade dos esfíncteres
esofágicos (responsáveis pela contenção do líquido dentro do estômago). Esse sintoma melhora
com o passar dos meses. No vômito, há a saída abrupta do conteúdo gástrico através da boca
(em jato), o que representa uma condição de doença, na maioria das vezes aguda.
O que pode causar vômitos:
- Quadros infecciosos virais ou bacterianos.
- Alimentos contaminados.
- Intoxicação medicamentosa.
É muito importante considerar que a criança que vomita pode desidratar-se rapidamente, em
especial se for pequena, necessitando de tratamento para a parada dos vômitos e a reidratação.

Diarreia
A diarreia é caracterizada pela alteração do hábito intestinal, com diminuição da consistência das
fezes e aumento do número de evacuações. Geralmente é causada por alguma infecção (como
vírus e bactérias), pode vir acompanhada de febre e tem cura espontânea: em 3 a 5 dias a
criança já está bem melhor.
Nesse sentido é importante:
- Aumentar a ingestão de líquidos e reidratante oral para que a criança não se desidrate.
- Saber que, se a criança tiver vômitos, a chance de desidratação será muito maior.
- Ficar atento para ver se o bebê tem diurese (sinal de boa hidratação).
- Observar a cor, a consistência e a presença de sangue ou muco nas fezes.
- Ter cuidado especial em relação à prevenção de assaduras, uma vez que na diarreia as fezes
podem ser mais ácidas.
- Continuar a oferecer a alimentação habitual, não é necessário mudar nada no caso de diarreia
aguda (duração de até 7 dias).
- Observar um sinal de alerta: a diarreia que não tem boa melhora após 7 dias precisa ser
investigada.

Gripes e resfriados
Gripes e resfriados são processos infecciosos das vias aéreas superiores que ocorrem com muita
frequência. São causados por tipos diferentes de vírus. Os sintomas mais comuns são:
- Febre, que pode ser alta, mas não dura mais do que 3 ou 4 dias.
- Obstrução nasal.
- Tosse, que pode ser produtiva (com catarro) ou mais irritativa (seca).
- Queda do estado geral (a criança não mama direito, não dorme e fica mais irritada).
Geralmente a gripe e os resfriados passam sozinhos (após uns 5 dias) e não trazem
complicações à criança além do incômodo. As medidas mais indicadas para tratamento desses
casos são:
- Fazer lavagens nasais, com solução fisiológica, várias vezes ao dia.
- Tratar a febre com antitérmicos conforme a prescrição do médico.
- Aumentar a oferta de líquidos e lembrar que nesse momento a criança pode querer comer
menos.
- Manter a cabeceira do berço elevada porque, nessa fase, dormir é mais difícil para o bebê.
Como é a boa evolução da gripe: melhora com o passar dos dias (3 primeiros dias); a criança fica
“desanimada” durante a febre e volta a brincar quando ela passa; a secreção do nariz fica
clarinha e melhora com o passar dos dias; e finalmente o apetite retorna aos poucos por volta do
3º ou 5º dia.

Otite
Otite é uma inflamação do ouvido (externo, médio ou interno).
- Ouvido externo: é formado por orelha, conduto auditivo e tímpano.
- Otite externa: tem ocorrência comum devido ao contato com a água (do mar, da piscina ou do
chuveiro). Aparece uma vermelhidão ou secreção no local. Deve-se evitar a entrada de água no
local por meio de curativos e tratar com antibióticos de solução em gotas.
- Ouvido médio: pequena cavidade logo após o tímpano onde ficam os ossículos responsáveis
pela audição (martelo, bigorna e estribo) e a tuba auditiva, que liga o ouvido à garganta.
- Otite média aguda: pode ocorrer em conjunto com outras infecções respiratórias. Como há dor,
a criança pode ficar irritada, com febre e ter dificuldade para dormir ou mamar; há saída de
secreção pela orelha e diminuição da audição. O exame com o otoscópio ajuda o médico a
diagnosticar a infecção.
- Ouvido interno: é composto de duas partes, uma relacionada à audição (cóclea) e a outra ao
equilíbrio (canais semicirculares).

Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar

Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br
Escarlatina

Escarlatina é uma doença aguda, infecciosa e contagiosa, provocada pela bactéria
Streptococus scarlatina. Caracterizada pelo aparecimento de feridas, inflamação da garganta,
febre, pulso acelerado e pelo aparecimento de uma erupção cutânea (pontos vermelhos
brilhantes) que vai se estendendo desde o peito e a nuca até todo o corpo e posteriormente surge
descamação da pele.Pode ser acompanhada por uma amidalite com dor de garganta, febre,
perda de apetite, abatimento, vômitos, além de dor de estômago (devido a inflamação de gânglios
abdominais).
Atinge principalmente as crianças, em sua maioria meninos, pode ser tratada, pois a bactéria é
sensível à penicilina, podendo ser tratada também com antibióticos. A escarlatina é quase sempre
uma complicação da faringite causada pelo mesmo agente, aparecendo cerca de 2 dias após o
início dos sintomas da faringite.
As crianças afetadas com este quadro apresentam o rosto rosado com uma coloração mais pálida
ao redor da boca. A idade de maior frequência de aparecimento é a das crianças escolares e
adolescentes, sobretudo em épocas de primavera e inverno. A forma de contágio é a de contato
de pessoa para pessoa, através as secreções respiratórias. Causas da escarlatina
Esta doença é produzida por uma bactéria (Estreptococo hemolitico A). O período de incubação é
entre 2 e 5 dias, aproximadamente. Tratamento da escarlatina
Primeiramente, o diagnóstico. Embora o diagnóstico de escarlatina seja feito com base na
observação clínica (associação de febre, inflamação da garganta e erupção punctiforme de cor
vermelho vivo e distribuição típica), deve ser confirmado através da pesquisa do estreptococo
num esfregaço colhido por zaragatoa da garganta e nariz do doente (exsudado naso faríngeo).
A confirmação da doença também pode ser feita após a cura através de exames de sangue
(testes sorológicos). Se confirmar a doença, o médico prescreverá algum antibiótico. O
tratamento é efetivo em 2 dias, mas a melhora não significa que você deva suspender a
medicação. É normal encontrar crianças com complicações pelo não cumprimento do tratamento
antibiótico de 10 dias de duração (mínimo de 7 dias). A criança pode regressar à escola 48 horas
de iniciado o tratamento antibiótico. Com medicação não se contagia. Quando as erupções
desaparecem, é normal a presença de descamação tanto no rosto, como nas mãos. A escarlatina
pode repetir-se 3 vezes na vida, já que saõ 3 as toxinas do Estreptococo que podem produzí-la.
Não sendo devidamente tratada, poderá ocorrer hemorragias no estômago, baço e intestino.
Além da possibilidade de ocorrer convulsões, inflamação nos rins, infecção nos tímpanos e dores
fortes nas articulações.
CONTÁGIO
Ocorre pelo contato com as secreções da boca e nariz. Mais freqüente nas fases iniciais da
doença. Uma pessoa doente, ao tossir, pode disseminar a bactéria.
INCUBAÇÃO
Pode variar desde poucas horas até 10 dias. Normalmente, dura de três a quatro dias.
SINTOMAS
Febre Dor de garganta (fica avermelhada) Vômitos Pulso acelerado (120 a 150 pulsações por
minuto) Dores no corpo Abatimento Falta de apetite Sede
EVOLUÇÃO DA DOENÇA
Na última fase, ocorre a descamação, que pode durar semanas. Nesta fase, é importante um
cuidado maior para evitar complicações.

Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar

Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)
Troca de fraldas

O momento das trocas de fraldas muitas vezes é causa dos vômitos e da piora do Refluxo
Fisiológico (normal) do recém nascido até os 4-5 meses de vida.
A pressão exercida pela válvula que fecha o estômago da criança é muito fraca e às vezes é
incapaz de mantê-lo fechado fazendo com que o conteúdo do estômago reflua para o
esôfago levando aos vômitos e regurgitações popularmente conhecidos como golfadas.
Atenção o termo correto é golfar e não "gorfar".
Para impedir que isto ocorra, é importante pensar sempre neste mecanismo cada vez que
manipulamos a criança.
Imagine sempre uma garrafa que não fecha totalmente, se deitarmos esta garrafa o seu conteúdo
vai escoar! O mesmo ocorre com a criança. Sempre que elevarmos suas pernas o conteúdo do
estomago vai refluir para o esôfago e causar vômitos e azia.
Isto é causa de dor e desconforto e muitas vezes interpretado como fome porque a criança que
está na fase oral acredita que tudo se resolve mamando. Quantas crianças acabam recebendo
erroneamente complementação de mamadeira nesta fase!
Assista ao vídeo e se ainda restar dúvidas na próxima consulta poderemos falar melhor sobre
isto!

Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar
Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Nutrição adequada e prevenção da obesidade



A obesidade acontece quando o organismo acumula o excesso de energia ingerida e não
utilizada, na forma de gordura. Esse acúmulo pode ser mais ou menos fácil, de maior e menor
intensidade, segundo diversos fatores que aconteceram e acontecem na vida da pessoa. É claro
que a genética também está envolvida, mas muitas vezes quando notamos uma família inteira
obesa podemos notar que os hábitos alimentares de todos é o mesmo!
Quando a pessoa já é obesa o tratamento é adequar o ingerido ao que é gasto para que não haja
reserva. Para isso é fundamental uma orientação nutricional associada à prática de atividade
física. Infelizmente, a obesidade tem se apresentado de forma cada vez mais frequente entre nós,
em todas as faixas etárias. Sabe-se hoje que no Brasil 1 em cada 4 crianças e 1 em cada 2
adultos têm excesso de peso, respectivamente.
O tratamento da obesidade envolve várias etapas da orientação nutricional, sempre estimulando
atividade física, que para criança pequena significa brincar e para os maiores pode incluir até
atividades competitivas, sem exageros.
Na orientação nutricional é importante que aconteça por etapas e individualizado. Começar pelas
tarefas mais fáceis:
• Desfazer mitos e crenças. Ex: só comer frutas e verduras, chocolate engorda, alface emagrece,
dieta da lua, remédios, alimentos que engordam e outros que emagrecem...etc...etc...
• Organizar os horários das refeições. As refeições devem ser em número de 5 a 6 ao dia, de
3/3hs.
• Mudar o comportamento: comer devagar (mastigar bem), não comer na frente da TV, comer de
preferência junto com a família mas se não for possível SEMPRE sentado à mesa, não pular
refeição, não trocar refeição por lanches.
• Aos poucos, reduzir a quantidade de alimentos que estão em exagero e os ricos em açúcar e
gordura. Não há alimentos proibidos mas alguns (ex: guloseimas) devem ser consumidos com
moderação.
• Quando tudo estiver indo bem, aí sim é hora de introduzir os alimentos que a criança não gosta
e que faltam na alimentação (Ex: verduras cruas em todas as refeições)
• Todas as etapas devem ser acompanhadas de estimulo à atividade física. O ideal seria que a
criança usasse 60 minutos por dia para brincar, andar de bicicleta, passear no parquinho,
caminhar, andar com o cachorro. Coisas simples, mas que ajudam muito no tratamento e
prevenção do excesso de peso. Subir em árvores é um exercício de musculação com equilíbrio!
Pular corda idem! Não precisamos levar as crianças à academia!
Quando uma criança tem excesso de peso a chance dela se tornar um adulto obeso é de mais de
30%. Por isso a prevenção do ganho de peso excessivo é a melhor estratégia para se evitar a
obesidade e os problemas a ela relacionados para isso é fundamental, desde muito cedo:
• Acompanhamento regular do ganho de peso, índice de massa corporal e alimentação da
criança.
• Respeitar a saciedade da criança, ela não deve ser forçada a comer se não está com fome.
Mesmo bebês têm capacidade de regular sua vontade de comer. Jamais faça "aviãozinho" para
enfiar mais uma colher na boca da criança!
• Ingestão adequada de proteína – ingestão excessiva de proteína em bebês é um dos fatores
mais importantes que se associa o aumento do risco de obesidade no futuro. O leite de vaca,por
exemplo, têm 5 vezes mais proteína do que o leite materno assim como o leite de cabra.
• A família precisa adequar seus hábitos alimentares para que a criança desde sempre tenha uma
alimentação adequada. Os pais são modelo. A criança aprende vendo os pais comendo!
• Estimular a prática de exercícios ao ar livre as brincadeiras e atividade física regular. Evitar o
sedentarismo, horas e horas de TV, computador e vídeo-game.

Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar
Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)

Separação dos pais: como falar e lidar? Até pouco tempo, as crianças apresentavam os medos comuns da infância: medo do escuro, de barulh...