Entendendo a Bula dos remédios.
"Doutora, eu li a bula do remédio e vi que não deve ser dado para crianças abaixo de 2
anos...minha filha tem 8 meses e estou preocupada. É este remédio mesmo?"
Não sei quantas vezes recebi ligações de pais preocupados com o que leram nas
bulas!
Uma bula traz todos os possíveis efeitos adversos e contra-indicações possíveis no uso
daquele medicamento. Se durante os estudos para liberação de um produto um dos
indivíduos que estava fazendo parte dos estudados sofre uma queda, este dado precisa
constar na bula pois se depois de liberado para a população em geral começarem a surgir
novos casos de quedas será preciso avaliar se estas quedas estão relacionadas a um
possivel desequilíbrio de quem está em uso do remédio. Por este motivo é tão grande a
lista das contra indicações e possíveis efeitos adversos. Se formos nos preocupar com
tudo que consta nas bulas não utilizaremos nenhum medicamento!
Para ser liberado para crianças pequenas os estudos precisam antes passar por crianças
maiores. As pesquisas com crianças são difíceis e caras e os comitês de ética colocam
inúmeros impedimentos para a avaliação da segurança nos menores.
Muitas vezes, a experiência com o uso de determinados medicamentos em adultos faz
com que o médico os utilize em crianças. Outras vezes o conhecimento da semelhança
entre o mecanismo de ação e possiveis efeitos adversos entre alguns tipos de
medicamentos já utilizados em crianças maiores permite ao médico deduzir que são aptos
para utilização nos menores. Em relação a recém-nascidos e prematuros, os estudos são
ainda mais escassos.
Estas dificuldades são responsáveis pelo uso "fora da bula" de medicamentos dentro da
pediatria! Nós pediatras nos baseamos em evidências científicas do uso em adultos ou
em crianças mais velhas para utilizarmos os medicamentos ainda não liberados. O que
conta é acima de tudo a experiência do médico e a boa relação médico-paciente que
permite um contato rápido em caso de algum efeito adverso.
Lembre-se, seu médico conhece você muito melhor do que os pesquisadores que
escreveram as bulas!
Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar
Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)
"Doutora, eu li a bula do remédio e vi que não deve ser dado para crianças abaixo de 2
anos...minha filha tem 8 meses e estou preocupada. É este remédio mesmo?"
Não sei quantas vezes recebi ligações de pais preocupados com o que leram nas
bulas!
Uma bula traz todos os possíveis efeitos adversos e contra-indicações possíveis no uso
daquele medicamento. Se durante os estudos para liberação de um produto um dos
indivíduos que estava fazendo parte dos estudados sofre uma queda, este dado precisa
constar na bula pois se depois de liberado para a população em geral começarem a surgir
novos casos de quedas será preciso avaliar se estas quedas estão relacionadas a um
possivel desequilíbrio de quem está em uso do remédio. Por este motivo é tão grande a
lista das contra indicações e possíveis efeitos adversos. Se formos nos preocupar com
tudo que consta nas bulas não utilizaremos nenhum medicamento!
Para ser liberado para crianças pequenas os estudos precisam antes passar por crianças
maiores. As pesquisas com crianças são difíceis e caras e os comitês de ética colocam
inúmeros impedimentos para a avaliação da segurança nos menores.
Muitas vezes, a experiência com o uso de determinados medicamentos em adultos faz
com que o médico os utilize em crianças. Outras vezes o conhecimento da semelhança
entre o mecanismo de ação e possiveis efeitos adversos entre alguns tipos de
medicamentos já utilizados em crianças maiores permite ao médico deduzir que são aptos
para utilização nos menores. Em relação a recém-nascidos e prematuros, os estudos são
ainda mais escassos.
Estas dificuldades são responsáveis pelo uso "fora da bula" de medicamentos dentro da
pediatria! Nós pediatras nos baseamos em evidências científicas do uso em adultos ou
em crianças mais velhas para utilizarmos os medicamentos ainda não liberados. O que
conta é acima de tudo a experiência do médico e a boa relação médico-paciente que
permite um contato rápido em caso de algum efeito adverso.
Lembre-se, seu médico conhece você muito melhor do que os pesquisadores que
escreveram as bulas!
Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar
Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)
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