quinta-feira, 26 de setembro de 2019


Dúvidas comuns sobre alimentação complementar

Porque a alimentação complementar tem que ser introduzida aos 6 meses ?
Porque nessa idade a criança tem suas necessidades nutricionais aumentadas. Ela precisa de
outros alimentos complementares e adequados à sua idade, além do leite materno para que não
corra o risco de ter a temida anemia e a desaceleração do crescimento.
Porque quando se coloca a colher na boca do bebê ele empurra com a língua?
Na verdade isso é bem normal. É assim que ele mama. Coloca a língua para frente e puxa o leite
do peito. Na mamadeira o mecanismo é diferente, mas ele também tem que colocar a língua para
frente. Nas primeiras colheradas ele vai fazer isso mesmo. É comum até se atrapalhar um pouco,
mas com criança tudo é muito rápido, em poucos dias ela aprende a usar a colher com facilidade.

Quando se oferece um alimento que a criança não aceita significa que ela não gosta ou
tem algo que faz mal para ela?
Não é porque o bebê não come o alimento na primeira vez que se deve desistir. A criança precisa
entrar em contato com aquele alimento – em diferentes preparações, dias, consistências – umas
8 a 10 vezes para se acostumar. Por isso é importante variar, para ele ir acostumando com tudo.

Quando não é possível preparar a alimentação do bebê, há problemas em se oferecer as
papinhas prontas? Quando entrar com a alimentação da família?
Especialmente para bebês, na fase entre 6 a 10 meses, recomenda-se não se introduzir a
alimentação dos adultos. A quantidade de sal, óleo refogado, tipo de alimento, quantidade de
gordura, entre outros fatores, pode não ser saudável para uma criança que ainda é imatura (rins,
intestinos, cérebro amadurecendo). Há recomendações nutricionais específicas para esses bebês
que devem ser respeitadas para se reduzir o risco de desenvolvimento de doenças em curto e
longo prazo. Nesse caso utilizar os alimentos específicos para bebês é melhor opção – realmente
eles não têm conservantes, contém produtos naturais, sua composição é adequada para cada
idade do bebê. Pode-se pensar em usá-los de forma isolada ou combinada com outros alimentos,
na composição de um cardápio saudável. Isso é uma opção, também, quando é necessário levar
alimentos para o bebê em passeios, viagens, consultas. É mais seguro do que manter alimentos
preparados em casa fora de refrigeração – que podem rapidamente entrar em deterioração. A
alimentação usual da família somente deverá ser oferecida a partir do primeiro ano de idade,
desde que contenha pouca quantidade de sal e gordura e seja rica e variada na oferta de
legumes e verduras em geral.

O bebê só quer mamar e não quer comer, o que fazer?
Essa é uma situação comum no começo da alimentação complementar. Há crianças que
preferem mamar, mas elas devem ser estimuladas a provar os alimentos complementares. É
importante que a família toda esteja segura e tire as dúvidas com o pediatra nessa fase. Cada
criança se comporta de uma forma diferente – imprimi a sua personalidade desde muito cedo. É
como aprender a andar, precisa de ajuda, cuidado e carinho para que ela entre e ultrapasse essa
etapa tão importante. No começo é mais difícil, mas de repente ela deslancha. Aí é só alegria e
satisfação.

Há algum alimento proibido para o bebê?
Todos os alimentos saudáveis estão liberados. Não se deve usar, especialmente nos menores de
um ano, sucos artificiais, refrigerantes, café, alimentos com adição de açúcar (sacarose),
salgadinhos, alimentos com adição de gordura hidrogenada, entre outros. Não é porque a criança
está olhando um pacote colorido que ela quer comer ou beber o que tem dentro. Todos da família
devem estar unidos para que ele tenha, nessa fase tão especial, uma alimentação cada vez mais
saudável.

Deve-se continuar amamentando o bebê quando ele já come?
Sem dúvida, a criança que está sendo amamentada deve continuar. O aleitamento materno deve
acontecer até dois anos ou mais. O tempo vai passando e os horários de “comida” e “mamada”
vão ficando bem organizados. Ao final do primeiro ano de vida é comum a criança mamar umas 3
a 4 vezes ao dia e nos outros horários comer. Não é verdade que mamar no peito “vicia” e por
isso a criança deixa de comer “comida”. É uma transição natural de comum acordo, sempre que
possível, entre criança e mãe. Se a criança estiver recebendo mamadeira – fórmula infantil – o
volume a ser ingerido, em média durante o dia, deve ser de 500 a 600 mL. Crianças menores de
um ano não devem receber leite de vaca integral e não se deve adicionar alimentos que
não são próprios ao bebê como açúcares, farinhas, mel, achocolatados, entre outros. Os
cereais infantis enriquecidos são uma opção adequada e contribuem para melhorar a oferta de
vitaminas e sais minerais. Converse sempre com o seu Pediatra. É ele quem mais entende da
saúde do seu bebê.

Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar
Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)

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