terça-feira, 3 de setembro de 2019

Entenda mais sobre a ANEMIA, suas causas e como evitá-la

A anemia é caracterizada pela queda dos níveis de hemoglobina no sangue da criança. A
hemoglobina (substância que dá a cor vermelha ao sangue) é uma molécula que carrega o
oxigênio para os tecidos.
Para se detectar a anemia é necessário fazer um exame de sangue (hemograma) e ela é
confirmada quando os valores de hemoglobina são menores do que 11 g/dL (< 5 anos).
São vários os tipos e causas de anemia:
Anemia fisiológica
acontece por volta dos 3 meses de idade quando a criança está substituindo a hemoglobina fetal
(aquela que ela possui intra-utero) pela hemoglobina normal. Não é necessário tratamento e o
bebê recupera sozinho os níveis normais se estiver em aleitamento materno exclusivo ou se
receber fórmula infantil adequada!
Anemias hereditárias
são anemias que tem causa genética, passam de pai ou mãe para filho. Podem ser mais ou
menos intensas. O teste do pezinho identifica esse tipo de anemia. Neste caso o pediatra avalia
se há necessidade de tratamento específico
Anemia ferropriva
é o tipo mais comum de anemia e as crianças menores de 2 anos são as mais atingidas. Este tipo
de anemia ocorre por deficiência da ingestão de ferro na alimentação ou perda constante de
sangue em pequenas quantidades. O ferro é parte fundamental da estrutura da hemoglobina,
sem ele a hemoglobina não consegue carregar o oxigênio com eficiência
Por que existe o risco de anemia ferropriva no bebê?
Nessa idade, a criança tem um acelerado crescimento e desenvolvimento cerebral e a
necessidade de se obter ferro da dieta é, proporcionalmente, muito mais alta do que a de um
adulto. O ferro, além de participar da formação da hemoglobina, também é importante para o
funcionamento e formação das estruturas cerebrais.
Apesar da necessidade aumentada, por vezes, a criança não consegue ingerir toda a
quantidade de ferro que precisaria ou podem existir fatores na dieta que atrapalham a sua
absorção.
Alguns fatores alimentares, no entanto, podem contribuir para reduzir o risco de anemia nos
bebês:
A dieta materna
a alimentação durante a gravidez já é importante. A ingestão adequada de alimentos fontes de
ferro, o acompanhamento pré-natal adequado e a utilização das vitaminas/ferro conforme a
recomendação do obstetra ajudam a formar os depósitos de ferro do bebê, o que o ajudará a não
desenvolver anemia durante os primeiros meses
O aleitamento materno
o bebê deve mamar exclusivamente no peito até os 6 meses, sem nenhum outro alimento. O leite
materno tem a quantidade adequada de ferro que é muito facilmente absorvida. A mãe também
deve se alimentar bem nessa fase
Usar um substituto adequado do leite materno
na impossibilidade do aleitamento materno o adequado é o uso de fórmulas infantis e não de leite
de vaca. O leite de vaca tem pouco ferro e não é bem absorvido, além disso, pode levar a
pequenos sangramentos intestinais que aumentam as perdas de hemoglobina e com ela o ferro.
As fórmulas infantis fornecem quantidades adequadas de ferro para o bebê
Alimentação complementar adequada
a partir do sexto mês de vida deve-se introduzir a alimentação complementar. Ela deve ser rica
em alimentos como a carne bovina que possui grandes quantidades de ferro de boa absorção
(chamado ferro heme)
Não oferecer para os bebês:
café, grandes quantidades de chá e refrigerantes. Eles atrapalham a absorção do ferro
proveniente da alimentação
Se a criança já está com anemia, além de ajustes na alimentação, pode ser necessária a
suplementação de ferro na forma de medicamento.

Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar
Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Separação dos pais: como falar e lidar? Até pouco tempo, as crianças apresentavam os medos comuns da infância: medo do escuro, de barulh...