segunda-feira, 11 de novembro de 2019


Proteína: o nutriente mais importante da vida

Desde o nascimento até a puberdade a proteína é essencial para o adequado crescimento e
desenvolvimento da criança.
Suas funções vão desde a composição de hormônios importantes para o metabolismo, como o
hormônio de crescimento e a insulina, passando pela produção de anticorpos, essenciais para a
imunidade estável e de enzimas, que aceleram as reações químicas da célula. Isso sem contar
que parte da pele e dos ossos são formados por colágeno e elastina, estruturas de origem
proteica e a própria musculatura que é uma rede de proteínas que dá forma e movimento para o
nosso corpo.
Leite materno: composição adequada para o bebê
Dentre os alimentos que são fonte de proteína temos as carnes vermelhas e brancas, peixe,
ovos, leites e seus derivados como queijos e iogurtes, além do leite materno.
Para o bebê o leite materno tem a composição ideal para seu crescimento e desenvolvimento. Há
baixo teor de proteínas, cuja composição de aminoácidos é adequada às necessidades da
criança, elevado teor de gordura de boa qualidade com ácidos graxos importantíssimos para o
crescimento cerebral, elevado teor de lactose, que ajuda na absorção da proteína e do cálcio,
contém zinco e ferro de ótima absorção pelo organismo, além de baixa carga de solutos, que
preserva a função dos rins, ainda tão delicados nessa fase da vida.
O excesso de proteínas aumenta o risco de obesidade
Se a deficiência de proteínas pode comprometer o crescimento e desenvolvimento do bebê, o
excesso também é prejudicial.
Diversos estudos tem demostrado que o consumo proteico elevado nos dois primeiros anos de
vida está associado a uma aceleração do ganho de peso da criança, representando maior risco
de sobrepeso e obesidade na vida adulta.
Uma das hipóteses que justifica essa afirmação é o fato de uma maior oferta proteica pode
promover o aumento da concentração de hormônios Insulina e Fator de Crescimento Semelhante
à Insulina (IGF-1) que favorecem o ganho de peso acelerado na infância.
Já é sabido que o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida e complementar até
os 2 anos de idade ou mais é o mais recomendado para as crianças, para prevenir, dentre tantos
benefícios, a obesidade na vida adulta.
Para mães que não amamentam, a escolha de uma fórmula infantil com quantidade e qualidade
mais próxima do leite materno garante uma programação do organismo e uma resposta
endócrina adequada, prevenindo o ganho de peso futuro.
A leitura de rótulos e uma conversa franca com o pediatra são boas condutas para preservar
ainda mais a saúde de seu filho.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar
Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)

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