terça-feira, 3 de setembro de 2019

Diarréias

Diarréia é definida como o aumento do número de evacuações e redução da consistência das
fezes. Se o quadro acontecer de forma brusca, é chamado de diarréia aguda e, na grande
maioria das vezes, a causa é infecciosa. A sua duração é autolimitada, no máximo 14 dias. O
aleitamento materno é o principal fator de proteção para a ocorrência de diarréia entre os
lactentes.
A criança pode adquirir um vírus, agente etiológico mais comum, ou uma bactéria na água ou
algum alimento ingerido, que coloniza o trato gastrintestinal levando a um processo inflamatório
com má-absorção de água e eletrólitos. Associado ao quadro pode haver dor abdominal, vômitos,
febre, fezes com muco e sangue.
Não há nenhum tratamento específico para diarréia aguda na grande maioria dos casos. Orientase:
Manter a criança hidratada – oferecer a alimentação que ela está acostumada, sem excessos.
Oferecer água ou soro de reidratação oral em pequenas quantidades durante o dia e após as
evacuações. O soro oferece água e eletrólitos que são perdidos nas evacuações.
Controlar os sintomas como febre, vômitos e dor abdominal, e medicar conforme a orientação
do pediatra
Nos casos em que não está ingerindo nada ou a diarréia é muito intensa, pode precisar de
hidratação intravenosa.
Hoje em dia com a melhora das condições higiênico sanitárias em geral e a vacinação contra o
rotavírus houve uma redução importante da prevalência de diarréia aguda em nosso meio.
A diarréia crônica é caracterizada como aquela que se estende por período superior a 30 dias
ou pela frequência de 3 ou mais episódios de curta duração em intervalo de tempo inferior a 2
meses. Nessa situação, pode-se observar comprometimento do crescimento da criança e várias
causas devem ser investigadas para o adequado tratamento.
Em qualquer destas situações é importante a orientação do pediatra e JAMAIS ofereça isotônicos
como fontes de hidratação.Estes produtos são adequados às pessoas que se exercitaram e
suaram! O que perdemos com a diarréia e o vômito é muito diferente. Infelizmente vemos esta
prática sendo adotada até em Pronto-Socorros com receitas de refrigerantes "sem gás" e
isotônicos. Quando uma criança se desidrata ela precisa de uma solução HIPERTÔNICA, ou seja
soro oral!

Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar

Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)
Os primeiros 1000 dias de vida duram para sempre

Muitas mães estão começando a entender melhor a nutrição e sua importância na saúde da sua
família. Isso vem acompanhado de muitas dúvidas e algumas vezes de alguns mal entendidos.
Nem tudo que é recomendado para adultos pode ser trazido para a realidade da criança.
A criança passa por diversas fases no seu desenvolvimento e cada uma tem uma necessidade
especial. Um erro muito freqüente é tentar aumentar o consumo de proteína para os bebês. Os
bebês que mamam têm sua oferta controlada pelo organismo materno e as mães não precisam
se preocupar com isso, a natureza vai alterando a quantidade de proteína do leite para cada fase
da vida.
O colostro tem uma composição diferente do leite e o leite do prematuro é diferente do leite do
bebê que nasce no tempo correto.
Já os bebês que tomam fórmula ou já iniciaram a alimentação complementar devem ter uma
atenção redobrada de suas famílias para a quantidade e a qualidade da proteína oferecida na
dieta. Proteínas em excesso podem levar ao aumento rápido de peso e que pode estar associada
a obesidade futura. A falta de algum aminoácido ou até uma quantidade total de proteína abaixo
do necessário vão induzir erros no metabolismo e desnutrição.
Parece difícil? Dieta balanceada é mais simples que os modismos que aparecem a todo o
momento. A dieta tem que ser variada e sem excessos em todas as idades. A ansiedade das
famílias em querer que a criança cresça e inicie a alimentação complementar também pode
prejudicar a nutrição.
Uma nutrição balanceada nos primeiros mil dias de vida, período que vai do inicio da gestação
até o final do segundo ano, pode modificar até a genética do bebê. Pode proteger durante toda
uma vida e cria hábitos saudáveis. Parece ficção científica? Mas é realidade!
Ofereça os nutrientes certos, na quantidade certa e os genes vão se comportar diferente. Eles
vão continuar os mesmos, isso ainda não dá para mudar, mas o seu comportamento é alterado
de forma permanente quando são expostos aos nutrientes corretos!
Não se culpe se não teve estas informações no período certo. A nutrição tem avançado muito a
cada dia, todo dia surgem novidades. O importante é ter em mente que uma dieta balanceada
sempre vai estar certa, em qualquer idade. Tente melhorar o hábito de toda a família hoje, não
deixe para amanhã. Procure ajuda do pediatra e do nutricionista.

Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar
Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)
Sinais e sintomas comuns na fase escolar

Febre
Trata-se da elevação da temperatura corpórea. É considerada febre a temperatura axilar, medida
por meio de termômetro, que está acima de 37,8 °C.
- É uma resposta do organismo a uma situação em que ele se defende de algum agente
agressor, como uma infecção.
- As causas mais comuns da febre são infecções benignas: gripes e amigdalites.
- A febre pode ser tratada com antitérmicos prescritos pelo médico.
- Quando a febre preocupa mais (sinais de alerta):
- Crianças de qualquer idade com febre acima de 39 °C.
- Crianças de qualquer idade, com qualquer intensidade de febre, que estejam abatidas e
prostradas (sem brincar) ou que apresentem outros sintomas associados à febre, como falta de
ar, manchas na pele, vômitos ou diarréia.

Tosse
Trata-se de um mecanismo de defesa do sistema respiratório diante de um agente agressor,
inflamatório ou infeccioso. Pode ser seca ou produtiva (com catarro). Diversas doenças levam a
quadros mais ou menos intensos de tosse. Como se trata de um mecanismo de defesa, a tosse
não deve ser inibida. Ajuda muito o uso de remédios fluidificantes (que deixam a secreção menos
espessa, favorecendo a expectoração), como lavagem do nariz com soro fisiológico e inalações.
- É sinal de alerta de que algo não vai bem a tosse acompanhada das seguintes situações:
- Falta de ar.
- Criança prostrada, sem querer comer nem brincar.
- Criança que não consegue beber líquidos nem mamar.
- Quando a região em redor da boca ou embaixo das unhas fica azulada (arroxeada).
- Secreção nasal ou pulmonar amarela ou esverdeada.
- Vômitos repetidos após a tosse ou provocados por ela.
- Tosse com febre por mais de 3 dias.

Gripes e resfriados
Gripes e resfriados são processos infecciosos das vias aéreas superiores que ocorrem com muita
frequência. São causados por tipos diferentes de vírus.
Os sintomas mais comuns são:
- Febre, que pode ser alta, mas não dura mais do que 3 ou 4 dias.
- Obstrução nasal.
- Tosse, que pode ser produtiva (com catarro) ou mais irritativa (seca).
As medidas mais indicadas para tratamento desses casos são:
- Fazer lavagens nasais, com solução fisiológica, várias vezes ao dia.
- Aumentar a oferta de líquidos e lembrar que nesse momento a criança pode querer comer
menos.
- Tratar a febre com antitérmicos pode ser uma opção. Neste caso entre em contato para
conversarmos melhor

Amigdalites
Nessa fase o tecido linfóide (ex: amígdalas) estão no máximo do seu desenvolvimento. Por isso é
comum o aparecimento de sintomas como amigdalites virais ou bacterianas. São quadros que
tem em comum febre, dor ao engolir, presença de linfonodos (ínguas) no pescoço e queda do
estado geral. Na amigdalite bacteriana há pus na garganta, febre alta e repetida durante uns três
dias e é necessário a utilização de antibiótico para controle do quadro.

Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar

Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Cuidados com suas atitudes!

Crianças muito pequenas já possuem um senso de justiça que nos surpreende!
No vídeo anexo podemos constatar a reação de crianças assistindo uma cena em que o círculo
vermelho tenta subir uma rampa e ao tentar se manter nesta rampa é ajudado pelo quadrado
azul enquanto que o triângulo amarelo tenta impedir esta subida. Ao término da cena as crianças
têm que escolher entre as duas figuras, e todas fazem a opção pela figura que ajuda!
Notem que mesmo quando as duas figuras- triângulo amarelo ou quadrado azul, são colocadas
em posições diferentes, as crianças optam pelo quadrado azul que neste jogo ajudou o círculo
vermelho.
Isto nos faz pensar em como nossas atitudes são julgadas por nossos filhos!

Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar
Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)
Dormir respirando pela boca pode trazer malefícios para seu
bebê?

O nariz funciona como barreira: filtra, umedece e aquece o ar, o ser humano nasceu para respirar
pelo nariz e não pela boca, chamamos de respirador bucal quem apresenta uma respiração oral
por mais de quatro meses, a boca não precisa estar escancarada, bastam os lábios e dentes
ficarem entreabertos. Atualmente 30% das crianças brasileiras respiram pela boca e apresentam
a chamada 'síndrome da respiração bucal'.
Apresentam narinas entupidas, desconforto na garganta e voz nasalada, instala-se um problema
sério que, devido à falta de atenção dos pais, acaba prejudicando a saúde, a qualidade de vida e
o desenvolvimento das crianças.
E isso por vários motivos, principalmente porque o ar que entra pela boca é mais agressivo ao
organismo – já que chega ao pulmão com as impurezas do ambiente.
O diagnóstico nem sempre é fácil, as causas mais comuns são as rinites alérgicas e o aumento
das amígdalas (localizadas na garganta) e adenóides (também conhecidas como carne
esponjosa). Quando estas últimas ficam grandes demais, o ar não passa. Outras causas são as
inflamatórias (sinusite), infecciosas (rinofaringites) e alterações anatômicas (desvio de septo).
Ao longo do tempo, o hábito de respirar pela boca provoca flacidez dos músculos faciais, lábios e
língua, alterações na postura corporal, deformidades faciais, insuficiência respiratória, má oclusão
dentária, cansaço freqüente, boca seca, mau hálito, falta de apetite e noites mal dormidas.
Por causa da flacidez na boca e na língua, o processo de mastigação e deglutição também fica
comprometido. Resultado: a criança não tem uma alimentação adequada, já que é impossível
triturar a comida e respirar ao mesmo tempo. "Ela come rápido, mastiga pouco, utiliza líquido para
auxiliar na hora de engolir e prefere alimentos pastosos. Da mesma forma, a fala, o sono e a
concentração sofrem danos. Ainda acontece uma menor oxigenação cerebral quando se respira
pela boca, o que prejudica o aprendizado e a criança acorda cansada, pois apresenta episódios
de apneias noturnas que diminuem a sua oxigenação e que a fazem despertar durante a noite
algumas vezes. Logo podemos concluir que o aprendizado, a disposição, a alimentação estarão
prejudicados na criança respiradora bucal.

Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar
Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)

domingo, 1 de setembro de 2019

Porque a criança na fase pré-escolar come pouco?


Essa é uma das principais preocupações da família em relação à alimentação da criança nessa
idade. Como a criança está crescendo de forma mais devagar do que anteriormente é esperado
que o gasto energético seja menor e por isso o apetite também é menor – é uma regulação que o
próprio organismo da criança faz. Além disso, a criança está distraída com o “mundo” que ela
está entrando em contado.
Características do comportamento alimentar da criança nessa fase são a imprevisibilidade e
variabilidade. A quantidade de alimentos oscila muito de refeição para refeição, algumas vezes a
criança simplesmente não quer comer, e por vezes, a criança quer aceitar um ou outro alimento
durante dias consecutivos – escolhe, temporariamente, alimentos preferidos. Isso pode deixar os
pais extremamente preocupados e sem saber o que fazer.
É importante que a família ofereça os alimentos que são importantes para o desenvolvimento
deixando que a criança como quanto desejar! Não permita que se faça troca da comida por
guloseimas!

Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar

Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)
Cuidados com a alimentação da criança na fase escolar

A escola é um fator a mais que influencia os hábitos alimentares das crianças nessa fase. Por
isso é importante que haja um planejamento didático durante o ano letivo e que seja transmitido
para as crianças informações sobre alimentação e estilo de vida saudáveis, composição dos
alimentos, cultivo e cuidados na higienização.
As preferências alimentares se manifestam de forma importante, muito do que a criança aprendeu
antes (formação de hábitos) manifesta-se nesse momento. As refeições devem acontecer em
ambientes calmos, de preferência sentada à mesa com os familiares e sem televisão. O grupo já
influencia de forma importante nos hábitos alimentares e a propaganda também. É comum a
criança querer comer algo porque há um personagem ou brinquedo associado ao alimento.
Cuidado, oriente e converse sempre com o seu filho. Não há alimentos proibidos, mas o consumo
de alimentos industrializados ricos em açúcar, gordura e sal não deve ser rotineiro.
E não se esqueça: Somos o que comemos!

Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar

Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)

Separação dos pais: como falar e lidar? Até pouco tempo, as crianças apresentavam os medos comuns da infância: medo do escuro, de barulh...