quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Que brincadeiras estimulam o bebê de até 12 meses?

A criança inicia o desenvolvimento do seu psiquismo já na fase intrauterina, sendo capaz de
sentir tudo o que a mãe sente e continuará incorporando o clima afetivo do ambiente mesmo após
o nascimento. Portanto. Um ambiente calmo tranquilo e seguro, fará com que o bebê seja mais
feliz.
Conversar com o bebê na barriga, cantar para ele, acariciar o barrigão e encher a casa de
música, são estímulos muito importantes para a formação da criança.
Aos três meses de idade aparece a primeira conduta inteligente do bebê, que é a sua capacidade
de brincar. E o seu primeiro brinquedo são as suas próprias mãozinhas. O bebê olha para as
suas mãos, coloca-as na boca, descobre os dedinhos e fixa o seu olhar neles, observando os
seus movimentos. Esse é o jogo mais remoto da criança.
Em seguida ela consegue produzir alguns sons, o que lhe traz imenso prazer e alegria. Aparece
também o que também chamamos de as primeiras tentativas do jogo de esconder – quando ela
tenta cobrir o rostinho com o lençol.
Entre os três e os oito meses, a criança desenvolve brincadeiras com o seu próprio corpo: Virase,
rola, mantém a cabeça em pé, estende a mão para pegar um objeto, senta-se. As pernas e
pés passam as fazer parte dos seus jogos corporais.
Os brinquedos prediletos, nessa fase, são todos aqueles que estimulam os sentidos da criança:
objetos coloridos, com textura e formas diferentes, móbiles, chocalhos, brinquedos flexíveis,
coisas que se encaixam. Os chocalhos são muito importantes, pois como fazem barulho ela o
explora de todas as maneiras e tenta reproduzir os sons que ela escuta no ambiente.
Aos cinco meses de idade, a criança já aprendeu a brincar de esconde-esconde com um paninho
e essa brincadeira é muito importante, pois fará com que a criança perceba que a mãe some
quando ela cobre o rosto e volta a aparecer quando ela o descobre. Sabe por que essa
brincadeira é importante?
Porque ajuda a criança a se separar da mãe.
- Como assim? Você me pergunta.
É o seguinte:
Com oito meses, aparece a primeira angústia da criança: A Angústia da Separação. Ela chora
quando está diante de estranhos e teme que a mãe suma. Brincando de esconde-esconde, ela
aprende que a mãe some diante dos seus olhos, mas que volta. Assim, ela se acalma.
Por volta dos nove meses, ela já começa a brincar de teimar diante do NÃO. Olha para a mamãe
e ri quando vai mexer em algo que sabe que a mamãe não gosta.
Com dez meses ela brinca com os seus genitais e adora enfiar o dedo em buracos.
Principalmente nas tomadas.
Até um ano, os melhores brinquedos são aqueles que estimulam os cinco sentidos: tato, paladar,
olfato, visão e audição. Os brinquedos que auxiliam do domínio dos movimentos também são
ótimos: tambores, maracas, chocalhos, colheres, panelas com tampas, bichinhos de borracha e
de pelocia, móbiles, músicas, objetos sonoros e flexíveis, caixas, cubos de encaixe, bolas...

Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar
Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)
Como estimular o desenvolvimento infantil com brincadeiras?

Histórias
Escolha histórias com temas nos quais é possível retratar o ambiente sonoro da cena. Histórias
com animais estão entre as prediletas dos bebês e crianças da educação infantil, mas explore
temáticas diferentes como sons do campo, da praia, da fazenda, diversificando as fontes sonoras,
utilizando objetos do dia-a-dia e instrumentos musicais. As histórias devem ser bem curtas e
objetivas, para não ficar cansativo aos pequeninos. Os sons do ambiente, quando
contextualizados em uma história, tornam a experiência mais significativa e prazerosa. Imite, por
exemplo, o som do patinho quando este aparecer, cante uma música que você conheça que seja
curtinha sobre “pato”. Utilize gestos e expressões corporais, imite o som do pato nadando na
lagoa, enfim, use a criatividade para revelar diferentes ambientes sonoros (do campo, da cidade,
de objetos, etc.) através da história, treinando assim a percepção auditiva e a imaginação da
criança. São atividades simples, porém eficientes, que oportunizam uma exposição sonora que irá
introduzi-los no convívio social.
Canções com percussão corporal e danças
Existem muitas canções que podem ajudar seu filho a entender o significado das palavras e a
conexão com as ações. Por exemplo, a música “Palma, palma, palma” induz a criança a bater
palmas, “Cabeça, ombro, joelho e pé” explora o esquema corporal. Canções que estimulam a
percussão corporal (bater palmas, pés, sons com a boca, etc), movimentos de correr, pular,
andar, marchar não apenas trarão momentos divertidos entre vocês, como também contribuirão
para o fortalecimento da musculatura, desenvolvimento do senso rítmico, da percepção e da
coordenação motora do seu filho.
Brincadeiras em dupla
Trabalhar com rimas, parlendas e brincadeiras infantis com as crianças são atividades
indispensáveis, pois possibilitam que a criança tenha contato com a linguagem de forma lúdica e
prazerosa. Um exemplo é a parlenda que brinca com os dedinhos (Dedo mindinho, seu vizinho,
maior de todos, fura bolo, cata piolho...) que conta os dedinhos e que termina tocando o bebê e
fazendo cócegas. Os pequenos demonstram entusiasmo com atividades assim.
Brincadeiras de colo, como “Upa, upá cavalinho” são uma das brincadeiras favoritas dos bebês. O
adulto pode cantar variando a velocidade da canção, ora mais rápida, ora mais devagar, para que
brincando a criança perceba diferentes andamentos. Canções que brinquem de esconder e achar
o bebê também estão entre as brincadeiras prediletas. Atividades em duplas, como serra-serra
serrador, também são muito interessantes, pois fazem com que a criança vivencie a pulsação da
música e ao mesmo tempo interagem de mãos dadas com quem está brincando com ela. São
atividades simples e que atraem até os bebês mais pequeninos.
Instrumentos musicais
Apresentar instrumentos de percussão (chocalhos pequenos e leves, clavas, tambores) para que
os bebês possam explorar ou acompanhar com canções, também desenvolvem a coordenação
fina dos membros superiores, além de, estimular a fala e a percepção para os instrumentos
musicais. Os mais adequados, são os da pequena percussão, pois são leves, tem um som curto e
preciso, facilitando o trabalho do desenvolvimento da pulsação na música, que é o primeiro
aspecto da rítmica a ser estimulada com crianças pequenas. Até os 2 anos principalmente, as
crianças costumam levar tudo o que observam na boca (fase oral), portanto, é muito importante
que os instrumentos e objetos utilizados na aula estejam limpos, não possam ser engolidos e não
tragam risco ao bebê.
Relaxamento
Os momentos que antecedem à hora de dormir, devem ser momentos prazerosos e a música
também é uma grande facilitadora deste processo. As canções de ninar podem ser usadas para
relaxar, tocar e trazer proximidade, além de fazer com que a criança de sinta amparada e cuidada
de acordo com a letra da canção.
A mamãe pode, por exemplo, escolher músicas de ninar que tenham uma melodia agradável e
uma letra apropriada. Canções como “Boi da cara preta”, “Bicho papão”, foram canções feitas
pelas mucamas, na época da escravidão, e que cuidavam muitas vezes dos filhos dos seus
senhores sem a menor afetividade. Por serem curtas e terem andamento lento, foram passando
de geração em geração, mas existem canções bem mais apropriadas para estimularem o sono de
seu bebê do que estas, que se formos analisar a letra, mais parecem canções de terror.
É importante que a mamãe realize atividades prazerosas com o bebê enquanto ouve música. Um
exemplo de atividades simples que acalmam os bebês, e que proporcionam momentos
agradáveis entre mãe e filho, é a massagem relaxante com fundo musical. A mamãe pode
acariciar o corpinho do bebê lentamente, nomeando cada parte, o beijando, etc., enquanto o
prepara para a hora de dormir. O uso de texturas diferentes, como lã, bolinhas de algodão, de
madeira, bichinhos de látex, promovem um interesse especial no momento destinado às
massagens, sempre conectadas à música. Pincéis com cerdas macias (pincéis de blush, por
exemplo), quando passados em cima das sobrancelhas, ao redor do seu rostinho, o acalmam e o
preparam para o sono.
Cantar, dançar, brincar, é só começar! O mais importante é proporcionar a você e seu filho,
momentos de prazer e diversão. Faça isso por ele e por você mesmo. Desta forma ele vai
perceber como é divertido cantar e estar com você, e naturalmente, laços afetivos recheados de
boas lembranças serão construídos, de uma forma natural e eficiente, no conforto da sua casa.

Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar
Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)
Saiba mais sobre a crise dos 2 anos - Terribles two


Ai essa mania de usar terminologias em inglês... Até parece que isso é coisa nova...Trata-se
apenas da fase em que a criança vive aos dois anos de idade. Vivemos em uma sociedade que
gosta de rótulos. Então agora, é tudo por causa dos “Terribles Two“.
Aos dois anos, a criança já anda e fala muita coisa, o que facilita o desprendimento da mãe e
também a sua relação com o pai e os outros.
Até os cinco anos, a criança pensa que é o centro do universo e que as pessoas existem para
satisfazer os seus desejos. Ela é egocêntrica. Tudo é dela, não divide brinquedos e se opõe às
ordens e limites.
Gosta de esparramar os brinquedos, construir e destruir coisas, explorar todo o ambiente e como
os adultos precisam de rótulos, a criança passa a ser chamada de teimosa, egoísta, birrenta e
hiperativa.
Ela gosta de se exibir diante dos outros, mexer com terra, água, fazer sujeira. Explorando,
sujando, teimando e mexendo em tudo, ela desenvolve a psicomotricidade, a inteligência e a
capacidade cognitiva. Seus impulsos motores estão muito desenvolvidos, corre em todas as
direções, deixando os outros exaustos. Sobe em tudo, liga e desliga tudo o que estiver ao seu
alcance, rasga revistas e assim fortalece o seu tônus muscular.
Na relação com as outras crianças, empurra-as e trata-as como objetos manipuláveis, sendo
incapaz de compartilhar os brinquedos e as brincadeiras. Podem estar juntas, mas cada uma
brinca separadamente.
Ainda nessa fase, acontece um fenômeno muito importante. É quando a criança se liga a um
brinquedinho, paninho qualquer e dele não se desgruda nunca. Trata-se do objeto transicional,
que a tranquiliza por representar a mãe ou o seio materno. Ele não deve ser retirado da criança,
pois isso poderia atrapalhar a sua relevante função, acarretando possíveis danos psíquicos.
Essa criança não entende o significado moral da palavra NÃO e é bobagem colocá-la de castigo,
para PENSAR sobre o que fez. Isso só serve para mostrar à criança que PENSAR é castigo.
Nessa fase, desenvolve medos inexplicáveis e, por vezes, comportamentos estranhos. Ela acha
que os objetos têm vida própria e algumas vezes os teme.
A sua necessidade e autonomia e de conhecer o mundo é interminável, sendo importante que a
deixemos explorar o ambiente (basta tirar o que for de valor ou perigoso do seu alcance). A
aprendizagem se dá pelo toque e pela experiência.
Aliás, toda a aprendizagem não se transmite pelo processo “eu falo e você escuta “. Trata-se de
um processo ativo e construtivo.
Pense bem antes de dar limites para essa criança. Como ela não entende o NÃO e como se acha
a dona do mundo, ela vai insistir naquilo que você a proíbe. A melhor maneira de dar limites
nessa fase, é mudando o foco da atenção da criança. Não adianta dizer:
- Desça daí!
Ela vai teimar, então é melhor você se levantar, tirá-la de onde está e chamar a atenção dela para
algo interessante.
Será que a criança de dois anos é tão terrível assim?

Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar
Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)

terça-feira, 1 de outubro de 2019

Criança não é bezerro!

A má informação é um dos piores problemas no que se refere à alimentação da criança.
Muitos pais acreditam que o leite "in natura" seja mais forte e desta forma oferecem aos seus
filhos o leite de vaca acreditando que estão oferecendo o melhor para o bebê.
Vamos lançar a campanha "Criança não é Bezerro" mostrando as caracteristicas do leite e as
necessidades de uma criança.
O leite de caixinha, o leite de saquinho ou o leite em pó que não foi modificado para alimentação
de bebês não devem ser oferecidos às crianças menores de 1 ano em hipótese alguma.
Muitas avós e vizinhas vão lhe dizer a famosa frase: "Criei tantos flihos e não matei nenhum". É
verdade! A criança pode sobreviver como muitos de nós sobrevivemos, mas será apenas esta a
sua expectativa para seu filho? Que ele não morra?!
Para um filho desejamos sempre o melhor.
Antigamente não conhecíamos o papel de cada um dos componentes do leite e desta forma
acreditávamos que se fizessemos a diluição do leite de vaca em um pouco de água tudo estaria
resolvido. Mas o mundo evoluiu e hoje, à luz destesnovos conhecimentos, não podemos
continuar com hábitos equivocados.
As fórmulas infantis permitem que os bebês desenvolvam mais neurônios e aumentem seu
potencial além de proporcionar uma visão mais adequada. Na falta do leite materno um bebê
necessita de uma fórmula alimentar que atenda suas necessidades de crescimento e
desenvolvimento, não apenas algo que não o mate.
E todas estas informações servem também para o leite de cabra que é muito bom para o
cabritinho não para bebês humanos, E além do mais não são adequados para crianças alérgicas
ao leite de vaca.
E então? Quer nos ajudar a difundir as informações corretas ou prefere continuar se informando
com quem se baseia no refrão: "Não matei nenhum."




Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar
Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)
Alimentos que provocam engasgos e riscos de afixia em crianças

Engasgo que pode levar à asfixia é um importante problema de saúde pública que preocupa a
maioria dos pais. Riscos de asfixia são principalmente associados a alimentos (cerca de 60% dos
casos), moedas e brinquedos.
Crianças menores de 3 anos merecem atenção especial quanto aos alimentos a que são
expostas, uma vez que essa é a faixa etária com maior probabilidade de engasgo.
Por que crianças pequenas estão mais suscetíveis a engasgos?
As crianças são dotadas de reflexos naturais involuntários que as protegem contra a aspiração de
alimentos durante a deglutição. Tosse, fechamento da glote e reflexo de vômito são exemplos
dessa defesa natural.
Por volta dos 6 meses de idade os primeiros dentes, os incisivos, começam a aparecer e até
cerca de 18 meses os primeiros molares, responsáveis pela mastigação e moagem dos
alimentos, já nasceram.
Apesar de todo preparo natural as crianças são mais suscetíveis a engasgos do que os adultos
porque há algumas limitações que as tornam mais vulneráveis. A força do ar gerado pela tosse de
uma criança é menor do que a força exercida por um adulto, fazendo com que esse reflexo seja
menos eficaz para desalojar uma obstrução parcial das vias aéreas. Outro aspecto diz respeito à
maturidade do processo de mastigação e deglutição: embora os dentes já estejam presentes, as
habilidades mastigatórias maduras levam mais tempo para estarem plenamente desenvolvidas.
Se somarmos esses aspectos ao reduzido diâmetro das vias aéreas superiores dos pequenos,
entendemos melhor porque as crianças tem risco aumentado para engasgos e asfixia.
Fatores comportamentais também podem aumentar o risco. Altos níveis de atividade durante o
ato de comer como caminhar ou correr, conversar, rir ou comer rapidamente e ainda brincar de
jogar uma comida no ar e pegá-la com a boca ou encher muito a boca com alimentos aumentam
as possibilidade de obstrução das vias aéreas.
Quais alimentos são mais perigosos?
Alimentos com formatos ovalados, arredondados ou cilíndricos são os campeões para o risco de
asfixia por apresentarem o mesmo diâmetro das vias aéreas superiores de uma criança.
Alimentos duros que exigem maior trituração e moagem também são mais perigosos devido a
pouca capacidade de mastigação plena dos pequenos. Alimentos pastosos e pegajosos, com
capacidade de “colarem” nas paredes da garganta também podem obstruir as vias aéreas e
reduzir a passagem de ar.
Dessa forma, os adultos devem ter muito cuidado ao oferecer alimentos que se encaixam nessas
categorias:
- Salsichas e linguiças;
- Amendoins, sementes, nozes e outras castanhas;
- Pipoca, principalmente as mal estouradas;
- Quantidade grande de pasta de amendoim, cream cheese;
- Balas e chicletes;
- Pedaços grandes de carnes e queijos duros;
- Marshmallows,;
- Salgadinhos (principalmente duros como a batata-frita e similares).
E especialmente para os menores de 2 anos, além dos alimentos acima, atenção especial aos
abaixo listados:
- Uvas inteiras, uvas passas;
- Casca de fruta e frutas duras cruas (como a maçã e a pêra verde);
- Vegetais duros crus e verduras cruas;
- Alimentos em forma de cordão (exemplo: broto de feijão, espaguete, verduras cortadas em
tiras como repolho ou couve).
Como dentre os perigosos há alimentos nutritivos e recomendados para a faixa etária
basta um cuidado especial na forma de apresentação para que não haja risco de engasgo. Uvas
cortadas na longitudinal (no sentido do comprimento), vegetais duros, como cenouras, cortadas
em palitos (no formato de batata frita) e picar bem alimentos na forma de cordão são alternativas
para que não haja exclusão de alimentos nutritivos, mas sem surpresas durante a refeição.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
American Academy of Pediatrics. “Policy statement–prevention of choking among children.”
Pediatrics 125.3 (2010): 601-607.
Harris CS, Baker SP, Smith GA, Harris RM. Childhood asphyxiation by food: a national analysis
and overview. JAMA. 1984; 251(17): 2231–2235
Qureshi S, Mink R. Aspiration of fruit gel snacks. Pediatrics. 2003; 111(3):687– 689
Rimell FL, Thome A Jr, Stool S, et al. Characteristics of objects that cause choking in children.
JAMA. 1995; 274(22):1763–1766.

Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar
Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)
Do que brincar com crianças de 1 a 2 anos?

Entre um ano e um ano e meio, a criança começa a andar, o que facilita o desprendimento da
mãe e também a sua relação com a figura paterna. Consegue jogar uma bola que lhe é dirigida,
brinca de esconder-se pela casa e no banho interage com os seus brinquedos. Gosta de se exibir
diante das pessoas, imita tudo que vê e reage a ritmo.
A criança também tem muita necessidade de mexer com areia, titãs, água e terra. Recomenda-se
que ela sempre tenha um lugar para brincar com esse tipo de material. Se você teme que ela os
leve à boca, substitua a terra e areia por qualquer tipo de farinha. Isso alivia as suas tensões.
Experimente dar uma bacia com água e farinha para ela brincar : vai valer a pena limpar a sujeira
que ela fez. Deixe-a sujar o próprio quarto, ela precisa de um espaço só dela onde possa
esparramar os brinquedos, explorar e, assim, desenvolver o seu psiquismo, a parte motora, a
inteligência e a capacidade de aprender. Deixe que ele esparrame pasta de dentes nas paredes
do box.
Os bons brinquedos são aqueles que permitem à criança construir e destruir coisas, pois ela tem
necessidade disso e de experimentar seu poder. Gosta de esvaziar cestas gavetas, caixas, jogar
tudo no chão. Corre em todas as direções, deixando você exausta. Sobe em tudo, liga e desliga
os interruptores, a TV, o rádio, rasga revistas, empurra a bola com os pés, e assim, fortalece toda
a sua musculatura.
Na relação com as outras crianças, empurra-as e trata-as como objetos, sendo incapaz de brincar
juntos. Podem estar juntas, mas cada uma brinca separadamente. Não empresta os brinquedos e
não a chama de egoísta. Ela apenas é egocêntrica. Entende que tudo é dela.
Adora brincar com carrinhos, bonecos, boneca. Lembre-se: Não existem brinquedos
específicos para meninas e meninos. Isso é coisa da cabeça dos adultos preconceituosos.
Quando o menino brinca com boneca, ele está experimentando o que é ser um pai.
Nessa fase de seu desenvolvimento, surge um novo interesse pelos brinquedos, pois ela
descobre que as coisas ocas podem conter objetos e que algo penetrante pode entrar neles.
Passa a brincar muito dessa maneira. São os primeiros indícios de aprender a se relacionar,
dando e recebendo, unindo e separando.
A criança explora tudo o que possa ser penetrado: buracos de parede, ralo da banheira, tomadas,
buraco da fechadura, boca das pessoas, óculos. Sua curiosidade em conhecer o mundo é
interminável, sendo importante que a deixemos explorar tudo, na medida do possível, pois a boa
aprendizagem é aquela que se dá por meio da experiência.
E importante você ampliar o universo do seu filho. Tire de perto o que for caro, delicado e
perigoso e deixe que ele mexa em tudo.
O seu filho está desenvolvendo a inteligência. Que maravilha!

Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar
Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)
Sopa de beterraba com carne

Ingredientes
1/2 kg de patinho picado
1,5 litro de água
4 beterrabas médias, picadas
1 cebola média, picada
1/2 colher (sopa) de sal
5 colheres (chá) de suco de limão
2 folhas de manjericão

Modo de Preparo
Em uma panela grande, cubra a carne com a água. Leve ao fogo alto até ferver. Abaixe a chama
e deixe a espuma secar. Adicione a beterraba, a cebola e o sal e cozinhe até a beterraba e a
carne ficarem macias. Acrescente o suco de limão. Verifique o tempero e bata no liquidificador até
obter um creme grosso. Sirva a sopa quente.
DICA:
Para crianças a partir de 1 ano.
Rendimento: 8 porções
Tempo de Preparo: 90 min.
Tempo Total de Preparo: 90 min.

Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar
Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)

Separação dos pais: como falar e lidar? Até pouco tempo, as crianças apresentavam os medos comuns da infância: medo do escuro, de barulh...