quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Como ensinar noções de segurança para uma criança?

O sonho de qualquer pai é que o filho viva com segurança. A preocupação é justificada quando
observamos os dados sobre a infância no Brasil. Segundo a ONG Criança Segura, os acidentes
domésticos são a principal causa de morte de crianças entre 1 e 14 anos. Já as estatísticas da
Associação Brasileira de Busca e Defesa a Crianças Desaparecidas mostram que são mais de 50
mil crianças e adolescentes desaparecidos no Brasil,sendo muitos deles sequestrados.
Mesmo sendo pequenas, as crianças conseguem assimilar algumas noções de segurança
quando ensinadas da maneira correta e em uma linguagem compreensível para a idade delas.
Conversamos com especialistas para descobrir as melhores dicas.
1. A responsabilidade é sua
Um alerta importante: ensinar essas noções ao filho não tira a sua responsabilidade como pai de
mantê-lo seguro. Ao saber onde estão os perigos, ele poderá de fato ser mais cuidadoso, mas
isso não é uma garantia contra os acidentes.
2. Como falar com a criança
A melhor maneira de ensinar noções de segurança a uma criança pequena é usar exemplos que
tenham coerência com o dia a dia dela. Ao explicar, por exemplo, que ela não deve aceitar balas
de um desconhecido, diga que ela poderá ter uma dor de barriga horrível. A ideia é informar, e
não amedrontar a criança.
Foi essa a maneira escolhida pela escritora Aline Angeli, autora de O Livro das Emergências - O
Que Toda Criança Esperta Precisa Saber Sobre Segurança. "A maioria das crianças compreende
a noção de que o perigo se esconde em algumas situações, e acredito que vale a pena, sim,
apresentar conceitos como o de acidentes caseiros e problemas com estranhos para elas o
quanto antes. É preciso treinar com os pequenos o desfecho para situações de emergência,
como saber o número do telefone de casa caso se percam na rua", diz Aline.
As explicações devem ser dadas por inteiro ("Se você cair da janela, vai se machucar, terá dodóis
e não poderá mais ficar com o papai e a mamãe"). Do contrário, corre-se o risco de a criança ficar
curiosa sobre o desfecho e fazer o que não pode só para saber o que acontece. E dê um tempo
para ela absorver a explicação. Como tudo o que se relaciona à educação infantil, o segredo é a
repetição. Quando algo ocorrer, não grite, não berre. Converse. A criança tem de sentir que há
uma parceria entre vocês. "Se ficar com medo e perder a confiança nos pais, ela nunca mais vai
contar o que fez. Tem de haver uma cumplicidade para que os filhos falem sobre o que
aconteceu", explica Glauce Assunção, psicóloga e neuropsicóloga do Hospital São
Camilo/Santana, em São Paulo. Equilibre a bronca para manter o canal de comunicação aberto.
3. Como lidar com pessoas estranhas
Mesmo crianças que costumam "estranhar" quem não conhecem vão seguir um desconhecido se
ele oferecer um brinquedo ou um doce. Crianças tendem a achar que adultos são sinônimos de
segurança. Os pais precisam explicar, de forma equilibrada, que nem todo mundo é legal, que
algumas pessoas são "bobas", podem bater, deixar a criança sem comida e por aí vai. Procure
ser o mais claro possível. Não fale em bicho-papão e homem-do-saco.
Diga que se trata de um homem ou mulher ruins que podem levá-la para longe da mamãe. E,
mesmo em situações nas quais é a mãe de um amiguinho ou uma tia que convida para sair, é
necessário que ele avise a mamãe ou o papai. Não é necessário incutir medo na criança, mas ela
deve saber que não é bom sair sem avisar os pais.
Na lista das explicações a respeito do contato com pessoas estranhas, entra também um alerta
sobre ser tocado por elas. O assunto é bem delicado, mas necessário. Vale mostrar que um
carinho na cabeça é aceitável, mas que, no restante do corpo, é melhor que apenas papai e
mamãe tenham acesso. Fale isso de forma tranquila, do mesmo modo que explica sobre o perigo
de dedos na tomada. Crianças pequenas não têm malícia e vão encarar a explicação de forma
mais prática do que você imagina.
Oriente seu filho para gritar bem alto se um estranho tentar levá-lo à força. A melhor frase para
usar é "Esse não é o meu pai, socorro!". Ele deve fazer isso mesmo que o tal adulto peça para
que fique quietinho. É importante que os pais sempre tenham a confiança da criança para ensinar
que, se alguém ameaçá-la dizendo “não conte isso para os seus pais”, ela faça exatamente o
contrário e nunca guarde segredos.
4. O que fazer quando se perder
Perder uma criança em locais públicos é muito mais comum do que se imagina. Não adianta ficar
ameaçando o pequeno a nunca mais sair de casa caso não pare quieto. O melhor é prevenir. A
partir de 3 anos de idade, dependendo do desenvolvimento de seu filho, ele já conseguirá decorar
o número do telefone de casa. Treine bastante. Ele vai adorar e se sentir importante. Antes disso,
crianças devem sair sempre com um cartãozinho com o nome e telefone dos pais. Mostre que o
cartão estará no bolso da roupa e, caso ela se perca, deve mostrá-lo a alguém.
Mas quem? Sempre oriente seu filho a procurar: a mãe ou pai de outra criança, um
guarda/policial/segurança (é fácil para ela identificar o uniforme) ou alguém que trabalhe dentro
de uma loja ou restaurante – de preferência no caixa. Diga que essas pessoas poderão ajudá-la a
encontrar você novamente. Também é importante pedir que ela não saia da área onde se perdeu,
pois você estará procurando por ali.
Outra dica bacana, dependendo da capacidade de entendimento da criança, é combinar um local
ao qual ela deve ir caso se perca. Pode ser sua loja de fast-food preferida ou aquela doceria onde
existe um sorvete delicioso – são informações visuais que a criança é capaz de guardar por
associação.
Na rua, vale ressaltar o perigo dos carros e orientar para que fique na calçada. Ou, melhor ainda,
que entre em um local como uma loja, padaria, prédio, onde ficará mais segura e poderá pedir
auxílio. Já na praia, o melhor é explicar o perigo de tentar entrar na água caso se veja sozinha.
Fale que, apesar de bonito, o mar pode ser bem chato com as crianças, pois pode tentar arrastálas
para o fundo e fazer muitos dodóis. Avise que isso acontece também com quem sabe nadar.
Por isso, ele deve ficar na areia, perto do lugar onde viu os pais pela última vez. E deve procurar
ajuda com outras famílias que estiverem por perto. Ou, se a praia tiver pontos de salva-vidas e
informações, geralmente sinalizados com bandeiras bem vistosas, ensine-a a ir até lá.
Finalize as explicações mostrando que o melhor mesmo é ficar sempre ao lado dos pais para
nada disso acontecer e estragar o passeio. E, caso a criança se perca, quando achá-la, segure a
ansiedade, dê bronca, mas não grite. Respire, mostre o quanto ficou preocupado e, caso ela
tenha seguido algumas das suas orientações, elogie o seu desempenho. Mas deixe claro que
aquilo foi ruim e não deve acontecer novamente.
5. Cuidados que elas devem ter na rua
Perder-se na multidão enquanto anda na rua não é o único problema que pode ocorrer com
crianças. Infelizmente, os atropelamentos são a segunda causa de morte infantil no Brasil,
segundo a ONG Criança Segura. A explicação é simples: até os 10 anos, o pequeno não tem
noção de tempo nem de espaço e não desenvolveu a visão periférica. Fica confuso. Quando vê
um carro e um caminhão vindo em sua direção, por exemplo, sempre achará que o último, em
razão do tamanho, está mais perto. Ela vai ter de crescer e praticar muito para fazer tudo isso
sozinha. Até lá, só deve andar na rua acompanhada! E de mãos dadas com o adulto, que deve
segurá-la de preferência pelo pulso – mais difícil de escorregar caso ela resolva sair correndo.
Hoje em dia, as calçadas também andam perigosas. Carros entram e saem a todo momento. Por
isso, a mão dada também vale para a calçada.
6. Como se comportar em parques e playgrounds
Os perigos aqui são dois. Primeiro, é bom a criança ter a noção de que brinquedos quebrados,
podem machucar. A responsabilidade de verificar o estado de manutenção do parque é dos pais,
mas a criança pode ajudar avisando quando notar algum problema. Mostre também que cada
brinquedo funciona de um jeito, e será legal se isso for respeitado. A ideia não é cercear a
criança, mas orientá-la e diminuir o risco de acidentes.
O ideal é nunca deixar a criança sozinha nesses lugares, mesmo que tenha um grupinho de mães
por ali, já que nem sempre é possível prever quando elas sairão do lugar. Explique para seu filho
que, caso você não esteja por perto, ele não deve sair do playground. Não pode sair do prédio e
não deve ir ao apartamento de outra pessoa sem avisar você. Ele tem de fazer isso mesmo que
os pais do amigo digam que está tudo bem.
7. As armadilhas dentro de casa
Uma casa pode ser perigosa para uma criança pequena. Há móveis altos, cantos de mesa,
tomadas, acessórios de cozinha, produtos de limpeza, remédios, pisos escorregadios, janelas
sem rede... O jeito é ir mostrando como cada coisa, se usada da forma errada, pode causar
dodói. E explique tudo, com começo, meio e fim.
Dependendo da idade do seu filho, não adianta, por exemplo, simplesmente guardar os remédios
em lugares altos. Ele ficará curioso e arrastará uma cadeira para alcançar. Diga que, à medida
que ele for crescendo, aprenderá a lidar melhor com tudo aquilo e os riscos de perigo irão
diminuir – mas não acabar. Aproveite seus próprios acidentes, como um corte na hora de picar
legumes, para exemplificar que aquilo pode doer e não é legal. Com o tempo e muita explicação,
elas podem ficar um pouco mais cuidadosas.
Uma ótima ideia é ensinar o número de telefone da polícia para a criança. O 190 é um número
fácil de decorar e achar no teclado. Explique que se trata de algo muito sério, um telefone
especial que não deve ser usado à toa. Mas tem de ser discado se: um adulto pedir, mamãe,
papai ou quem estiver cuidando dele desmaiar, pegar fogo em algum lugar, um desconhecido
tentar entrar na casa. Se conseguir dizer o endereço para quem atender, melhor ainda. Acredite:
crianças e adultos já foram salvos por essa pequena atitude.

Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar
Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)
Importância da alimentação complementar

A alimentação da mãe durante a gravidez, e da criança, do nascimento até o final do segundo
ano de vida, exerce influência direta na saúde do bebê até a vida adulta. Conhecida como
programação metabólica, a exposição a uma alimentação inadequada e/ou precoce nos primeiros
mil dias da criança (da concepção aos 2 anos de vida) aumenta o risco de desenvolver alergias e
ganhar peso excessivamente, e, como consequência, eleva as chances do aparecimento de
doenças relacionadas à obesidade, diabetes, hipertensão e aterosclerose no futuro.
Segundo as recomendações do Ministério da Saúde brasileiro e da Organização Mundial da
Saúde (OMS) os alimentos complementares devem ser introduzidos aos 6 meses de idade,
quando as necessidades nutricionais da criança já não são mais atendidas só com o leite
materno, embora este ainda continue sendo uma importante fonte de calorias e nutrientes,
devendo ser mantido até 2 anos ou mais.
A orientação para que a introdução alimentar complementar ocorra a partir do sexto mês de vida
do bebê, e não antes disso, tem seus motivos. É nesta idade que o bebê apresenta maior
maturidade fisiológica e neurológica para receber outros alimentos, como por exemplo, a
diminuição progressiva do reflexo de protrusão da língua, o que facilita a ingestão de alimentos
semissólidos, a produção de enzimas digestivas em quantidade suficiente para esta fase e o
desenvolvimento da habilidade de sentar, o que permite o uso de colher ou o pegar dos alimentos
com mais facilidade.
A introdução progressiva das refeições
A primeira papa principal deve ser oferecida a partir do sexto mês, no horário do almoço ou jantar,
conforme o horário em que a família estiver reunida, completando-se a refeição com o leite
materno até que a criança se mostre saciada apenas com a papa.
As frutas in natura, preferencialmente sob a forma de purê, devem ser oferecidas nesta idade.
Para evitar que a criança se sacie com muito líquido, os sucos devem ser evitados. Á agua é bem
vinda ao longo do dia, entre as refeições.
Do sétimo ao oitavo mês a segunda papa principal deve ser introduzida.
Dessa forma, dos seis aos onze meses, a criança amamentada estará recebendo três refeições
com alimentos complementares ao dia (duas papas principais e uma de frutas) e leite materno em
livre demanda. Para a criança que não estiver em aleitamento materno é recomendado que
receba cinco refeições (duas papas principais e três de leite) além das frutas.
A respeito das quantidades, a orientações é iniciar com uma a duas colheres de chá, colocandose
o alimento na ponta da colher e aumentando o volume conforme a aceitação da criança. A
exposição frequente a um determinado alimento e a criatividade na preparação e na
apresentação facilitam a aceitação. Em média, são necessárias de 8 a 15 exposições ao alimento
para que ele seja plenamente aceito pela criança.
Como a papa deve ser composta?
Diferente do passado, a recomendação atual preconiza que desde os 6 meses exista a introdução
de ovos e peixes sem espinhas, visando à aquisição de tolerância e à redução do risco de alergia
alimentar. A refeição deve conter pelo menos um alimento de cada um dos seguintes grupos:
Cereais ou tubérculos: Arroz, milho, quinoa, cevadinha, mandioca, cará, inhame, macarrão.
Leguminosas: feijão, soja, ervilha, lentilha, grão de bico.
Carnes: bovina, aves, suína, peixe ou vísceras, em especial o fígado, ou ovo.
Hortaliças: verduras e legumes.
Até 1 ano de idade, as restrições alimentares ficam por conta do consumo de sal (preferir ervas e
especiarias) e mel, a fim de evitar o risco de contaminação por botulismo. Segundo a OMS, o
açúcar deve ser evitado até os 2 anos
A consistência dos novos alimentos
Embora nos consultórios pediátricos o termo “papa salgada” “papa principal” ou “papinha” seja
muito utilizado, os alimentos oferecidos na introdução alimentar em nada se parecem com uma
sopa homogênea de consistência líquida e com aparência e sabor monótonos.
No princípio da introdução alimentar, aos 6 meses, os alimentos devem ser bem cozidos e
amassados no garfo, nunca liquidificados ou peneirados. Nessa idade, o estômago do bebê tem o
tamanho reduzido e a administração de alimentos muito diluídos irá saciar a criança, sem,
contudo, oferecer quantidade adequada de calorias e nutrientes. A aparência e consistência
devem ser a de um purê.
Ao invés de misturar todos os alimentos, apresenta-los separadamente para que a criança
reconheça o que está sendo consumido e desenvolva aos poucos o paladar e as preferências
alimentares é o mais recomendado. A identificação de sabores, aromas e texturas dos mais
diversos alimentos oferecidos dá início a uma verdadeira educação alimentar.
A consistência da comida deve aumentar progressivamente, de forma que aos 9 meses a criança
inicie o consumo de alimentos semissólidos.Sabe-se que as crianças que não recebem alimentos
em pedaços até os 10 meses apresentam, posteriormente, maior dificuldade de aceitação de
alimentos na sua forma integral.
Aos 12 meses a criança deve receber a refeição com consistência semelhante à da família.
Cuidados com a higiene
Um aspecto importante a ser comentado é que o pico de incidência de doenças diarreicas ocorre
durante o segundo semestre de vida, ocasião em que se inicia a ingestão de alimentos
complementares. Isso chama a atenção também para o cuidado com a fonte desses alimentos, o
preparo, o estoque e a conservação.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Dewey K. G. & Brown K. H. Update on technical issues concerning complementary feeding of
young children in developing countries and implications for intervention programs. Food and
Nutrition Bulletin, vol. 24, no. 1: 5-28, 2003. Disponível em:
http://www.who.int/mip/2003/other_documents/en/FNB_24-1_WHO.pdf
Euclydes, MP. Crescimento e Desenvolvimento do Lactente. In: Euclydes, MP (Ed). Nutrição do
Lactente. Viçosa, MG, 2005. P.3-80.
Lucas A. Programming by early nutrition in man. In: Bock GR, Whelan J, editors. The childhood
environment and adult disease – CIBA Foundation Symposium 156. Chichester, UK: Wiley; 1991.
pp. 38-55.
Lucas A. Programming by early nutrition: an experimental approach. J Nutr. [Review]. 1998
Feb;128(2 Suppl):401S-6S. 8.
McCay CM. Is longevity compatible with optimum growth? Science. 1933 Apr 28;77(2000):410-1.
Monte CM, Giugliani ER. Recommendations for the complementary feeding of the breastfed child.
J Pediatr (Rio J). [Review]. 2004 Nov;80(5 Suppl):S131-41.
Ozanne SE, Hales CN. Lifespan: catch-up growth and obesity in male mice. Nature. 2004 Jan
29;427(6973):411-2.
Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia. Comitê de Motricidade Orofacial. Documento oficial
04/2007 do Comitê de Motricidade Orofacial da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia. São
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Sociedade Brasileira de Pediatria. Departamento de Nutrologia. Manual de orientação para a
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Stevenson RD, Allaire JH. The development of normal feeding and swallowing. Pediatr Clin North
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Weffort VRS, Lamounier JA. Nutrição em pediatria: da neonatologia à adolescência. Barueri,
Manole, 2009.
World Health Organization. Introduction. In: WHO. Complementary feeding of young children in
developing countries: a review of current scientific knowledge. Geneva, 1998, chap. 1. pp 1-14.
World Health Organization. Physiological development of the infant and its implications for
complementary feeding. Bull World Health Org 1989;67 (Suppl):55-67. • Zlotkin S. Canadian
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Weffort VRS. Alimentação do lactente. In: Weffort VRS, Lamounier JS. Nutrição em pediatria da
neonatologia à adolescência. Barueri, SP: Manole, 2009.

Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar
Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)
Mitos e Verdades sobre a gripe

A gente sabe que nesta época do ano todo cuidado é pouco com as nossas crianças. Um dia
mais frio, o contato com um amiguinho doente, uma brisa no fim da tarde... e lá vem a gripe.
Mas será que é assim mesmo?
Será que abrir a geladeira ou sair com cabelo molhado faz a criança ficar gripada? E o que
acontece se ficar perto de uma pessoa com gripe.

Confira através do link abaixo essas e outras dúvidas das mamães e garanta um inverno mais
saudável:

https://www.youtube.com/watch?v=FW_7RWthFdw
https://www.youtube.com/watch?v=4PEzhsdajx4

Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar
Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)

terça-feira, 5 de novembro de 2019

Primeiros passeios

"Quando podemos sair com o bebê?"
Esta é uma das perguntas mais frequentes no consultório do pediatra!
E não é sem motivos, afinal foram nove meses de preparação de expectativas e finalmente o
bebê chegou e os pais gostariam de mostrar ao mundo o bebê mais lindo do mundo!
Mas é preciso calma...
Quando nasce um bebê, também nasce um pai e uma mãe que vão aprender a se conhecer e a
traduzir a linguagem de sinais que consiste os primeiros dias do bebê em casa.
As primeiras mamadas são difíceis, a mamãe ainda sente dores e os mamilos estão doloridos.
Os gases incomodam tanto o bebê quanto a mãe e mesmo as visitas devem ser restritas e curtas
para que ambos possam descansar. O repouso associado à uma boa alimentação é fundamental
para a produção de leite que deve ser mantido exclusivamente até o sexto mês.
O ideal é que o primeiros passeios sejam após o bebê tomar as vacina dos dois meses. Neste
periodo ele já terá uma rotina com horários de banho, troca de fraldas, mamadas e sono que são
fundamentais para que ele fique tranquilo. Tudo o que modifica a rotina do bebê se reflete em seu
comportamento podendo trazer prejuizos para a alimentação sono e seu estado emocional.
A mãe também já estará mais disposta e segura para sair com o bebê.
Como planejar os primeiros passeios.
Escolha sempre que possivel locais abertos e ventilados como parques, evitando os shoppings,
supermercados, igrejas ou festas. Os locais muito cheios de gente devem ser evitados de forma
absoluta uma vez que a concentração de virus é muito maior e seu filho ainda não está imunizado
contra a maioria das doenças preveníveis. Sabemos o quanto é importante o aspecto religioso
para algumas famílias, sugerimos que leve seu filho à Igreja nos horários em que ela esteja vazia.
Seu bebê é um bem precioso e deve ser partilhado com os amigos e a família de
forma gradual respeitando o seu ritmo e suas particularidades!

Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar
Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)
Segurança das crianças nos ambientes aquáticos

Com a chegada do verão, que coincide com férias escolares e aumento da procura por praia e
piscinas, é importante os pais conhecerem algumas medidas de seguranças para seus filhos
nestes ambientes para protegê-los.
Segundo o Conselho Científico de Segurança da Criança e Adolescente da Sociedade Brasileira
de Pediatria:
1) A área de piscina deve estar cercada por uma grade de proteção de, no mínimo, 1,20 metro de
altura, sendo trancada por portões automáticos (para que a criança não possa destravar essa
porta de segurança);
2) Quando não estiver em uso a piscina tem que ser coberta por uma estrutura de material
resistente, que seja capaz de suportar um peso de, pelo menos, 120 quilos, para não ceder.
3) O piso em volta da piscina tem que ser anti-derrapante para evitar quedas e escorregões;
4) Piscinas plásticas, de uso doméstico, quando não estão em uso devem ser guardadas sem
água. Atenção porque um acúmulo de 30 centímetros de água, é suficiente para afogar uma
criança;
5) Se a criança tiver menos de 4 anos, tem que ter sempre um adulto perto dela, de preferência
dentro da água, ou muito perto, ao alcance dos braços. Esse adulto tem que estar lúcido, não
pode estar embriagado, e tem que estar totalmente dedicado a cuidar dessa criança;
6) É importante que na piscina tenha algum adulto capacitado para atendimento de primeiros
socorros;
7) O uso do maquinário de manutenção e limpeza da piscina devem estar desligados enquanto as
crianças estiverem na água;
8) Sobre o uso de equipamentos de segurança: Para uma criança com menos 4 anos, ela deve
sempre estar usando um colete salva vidas de tamanho apropriado. Para a Sociedade Brasileira
de Pediatria, o colete é melhor do que a bóia de braços, mesmo tendo alguma noção de natação,
pois a bóia de braços pode ser facilmente retirada pelas crianças. Eles dizem para nunca usar as
bóias "tipo pneu" porque elas não garantem a flutuação e podem escorregar do corpo da criança.
Em praias estas dicas não são tão diferentes, apenas destaca-se a importância de estar sempre
perto de um guarda-vidas e questioná-lo o melhor local para banho com as crianças.

Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar
Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)
Praia e piscina X fralda aquática

Com a chegada do verão muitos pais gostam de brincar com seu bebê na piscina e na praia,
locais mais procurados nesta época do ano.
Brincar com o bebê na água é muito gostoso nos dias quentes, e do ponto de vista de higiene
para a criança e aos demais que usufruem deste ambiente a utilização da fralda apropriada é
muito importante.
Estas fraldas possuem camada externa impermeável, barreiras antivazamento, laterais e cintura
elástica que vão proporcionar maior proteção dentro da água.
Com as fraldas aquáticas o bebê não vai ter problema para brincar na água, pois elas não ficam
volumosas e pesadas nem se desfazem em contato com a água como as fraldas comuns e
também não vão atrapalhar os movimentos do bebê.
Urina e fezes contaminam a água. A fralda retém tanto o xixi quanto o cocô e impede que eles se
dissipem. Isso contribui para manter o ambiente limpo e saudável. Afinal, piscina e praia são
locais compartilhados por várias pessoas.
Se você achar que não há muito risco de seu filho fazer cocô, pode entrar com ele só de sunga
ou maiô, por um período máximo de meia hora.
A criança deve ficar com estas fraldas apropriadas o tempo que ela permanecer na água, que
normalmente é de 30 a 40 minutos, tempo ideal pelo desgaste físico.
Como as fraldas aquáticas seguram menores quantidades de xixi do que as fraldas tradicionais,
se a criança estiver há mais de uma hora e meia na água, o melhor é trocá-la.
A utilização de pomadas pra assaduras enquanto o bebê estiver com a fralda aquática é
dispensável. O mais importante é não deixar a criança molhada depois que sai da água, pois a
umidade favorece a assadura.
O reaproveitamento destas fraldas não é recomendável, pois perdem sua capacidade de
absorção após a utilização.
Se seu filho não vai entrar na água não existe a necessidade de colocar a fralda aquática, mas se
for sentar na borda da piscina ou ficar próximo da água, aí vale a pena usar uma dessas fraldas
apropriadas.

Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar
Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)
11 razões para investir na educação musical dos filhos, desde cedo

Foi-se o tempo em que brincar com música era considerada apenas uma forma de se divertir e se
sentir bem. Com estudos e pesquisas comprovadas pela Neurociência (conjunto de ciências que
estudam como aprendemos e nos desenvolvemos), atualmente temos conhecimento que estudar
música desde pequeno pode fazer muita diferença no desenvolvimento integral da criança a
longo prazo. Vejam 11 razões para famílias investirem na educação musical de seus filhos o mais
rápido possível:
A música ajuda no desenvolvimento neurológico da criança
Os estudos afirmaram que estudar música melhora as funções executivas do cérebro,
responsáveis por habilidades como memória, controle da atenção, organização e planejamento
do futuro. Isso acontece porque praticar música, como tocar um instrumento musical, exige foco e
disciplina, além de utilizar a coordenação das mãos, senso rítmico, estimulo visual e auditivo.
O aprendizado musical modifica fisicamente o cérebro, principalmente na primeira
infância (0 a 6 anos) e os ganhos se mantém por toda a vida
Com os estudos avançados da Neurociência, hoje temos informações seguras que o período
entre 0 e 6 anos é de extrema importância para o desenvolvimento infantil. É a fase de
estruturação do Sistema Nervoso, onde comportamentos são aprendidos e consolidados. Em
uma entrevista à Revista Pais e Filhos, a neurocientista Elvira Souza Lima explica: Uma criança
que começa antes dos 7 anos a estudar música tem maiores possibilidades de os lados esquerdo
e direito do cérebro se comunicarem melhor, desenvolvendo a atividade do pensamento”.
Todos podem desenvolver a inteligência musical
Howard Gardner, professor da Faculdade de Harvard, afirma que todo individuo nasce com um
vasto potencial de inteligências, mas que estas só vão aflorar, se forem estimuladas e praticadas.
Todos podem desenvolver a inteligência musical se praticarem.
As experiências musicais na infância ajudam a controlar melhor o corpo e a desenvolver
a expressividade e a coordenação rítmica
Desde uma brincadeira de roda, ou tocar um instrumento musical, nas aulas de música, o cérebro
é desafiado a utilizar diversas coordenações ao mesmo tempo (cantar/dançar,
cantar/tocar/dançar, dançar/tocar, etc.). A neurocientista Viviane Louro afirma em seu livro “
Fundamentos da aprendizagem musical” que a música requisita funções perceptivas, cognitivas e
executivas e mais o aparato psicoemocional exigido pela arte, auxiliando do desenvolvimento das
estruturas cerebrais, o que automaticamente educa os movimentos do corpo.
A música é uma linguagem naturalmente atraente para a criança
Estudos mostram que quando o bebê nasce ele já foi estimulado através dos sons (dentro da
barriga da mãe) e das pessoas que cuidam dele (depois do nascimento), que geralmente brincam
com ele utilizando a música. As aulas de musicalização infantil unem duas ferramentas muito
significativas para a criança: canções e brincadeiras; ou seja, através de histórias sonorizadas,
brincadeiras de roda, brincadeiras de mãos, tocando ou construindo instrumentos musicais, etc, a
criança interage em um ambiente de sensibilização, reflexão e prática musical e vai
desenvolvendo habilidades que irão auxiliá-la em seu desenvolvimento integral, como
desinibição, maior expressividade, desenvolvimento psicomotor mais consolidado, maior
criatividade, etc,
Os estilos musicais que escutamos durante nossa vida, tendo experiências positivas,
fazem toda a diferença no nosso gosto musical na fase adulta
A Neurocientista Suzana Herculano-Houzel afirmou em uma entrevista que o repertório musical
de escuta de uma pessoa é desenvolvido ao longo de sua vida de acordo com o meio social que
está inserida e pelas experiências significativas que teve com certos estilos musicais.
A música é interdisciplinar
A música é uma linguagem matemática, mas ao mesmo tempo afetiva sempre inserida em um
contexto social. Através dela podemos aprender qualquer conteúdo, por isso é tão utilizada em
diversas rotinas nas escolas de Educação Infantil, além de ser utilizada também para trabalhar
tabuada, inglês, etc.
Praticar música ensina a importância da disciplina.
Para tocar bem um instrumento musical, é necessário disciplina. É necessário se organizar para
praticar e melhorar suas habilidades no instrumento. A criança de um modo geral deseja
resultados imediatos e, ensiná-las a persistir, a não desistir quando surgem os desafios de tocar o
repertório musical, são treinos importantes para o ser humano e para sua educação global.
A música melhora a autoestima e o autoconhecimento da criança
Caso a criança aprenda a tocar um instrumento musical, ela aprenderá desde cedo à importância
da prática, do foco, da perseverança e da disciplina para melhorar, além de enfrentar o medo de
errar e lidar com a dificuldade. Quando a criança mostra o repertório musical que está
aprendendo, sua autoestima aumenta e isso contribuirá para que ela tenha mais confiança para
persistir perante outros desafios que terá em sua vida (pois associa a conquista deste, ao
sucesso dos demais desafios que virão).
A música desenvolve o vinculo afetivo entre aqueles que juntos a praticam
A música na infância sempre vem acompanhada de momentos afetivos, sejam brincadeiras
cantadas envolvendo mãos, toque, roda, tocar e cantar juntos, ou seja, atividades que fazem com
que as pessoas interajam entre si de uma maneira divertida. As atividades coletivas musicais
entre a família, por exemplo, nos deixam memórias positivas e marcantes, por isso devem ser
estimuladas e praticadas.
A música traz benefícios a longo prazo
A música pode fortalecer áreas cerebrais importantes nos primeiros anos de vida, quando a
neuroplasticidade (capacidade do cérebro de modificar sua estrutura e função através de
experiências anteriores) é maior, mas é preciso salientar que a plasticidade continua na fase
adulta. Nunca é tarde para praticar música. Ou seja, desenvolvendo essa nova habilidade,
programaremos nosso cérebro para envelhecer em melhores condições.
Não é a toa que hoje existe a Lei 11.769, que obriga todas as escolas ofereceram aula de música
para as crianças. Os benefícios são gigantescos. Seus filhos merecem crescer em um ambiente
onde a música seja valorizada. Além de diversas memórias positivas que ele terá, todo seu
desenvolvimento será beneficiado. Dessa forma, nossos filhos poderão usar seu tempo com mais
qualidade e utilizarão a música como amiga e companheira, nos momentos difíceis e alegres da
vida.

Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar
Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)

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