Dia Internacional da Síndrome de Down
Dia 21 de março comemoramos o dia Internacional da criança com Síndrome de Down. Este dia
foi proposto para ser comemorado porque esse dia se escreve como 21-3 ou nos EUA 3-21 o que
faz alusão à trissomia (3) do cromossomo 21, que é justamente o cromossomo que faz surgir à
criança com Síndrome de Down, então se comemora dia 21-3.
Mas o que é Síndrome de Down?
Todos nós temos 23 pares de cromossomos, na criança com Down ocorre uma alteração
genética que acontece com o cromossomo 21 no período de formação do bebê. Essa alteração
pode ocorrer de 3 formas:
Trissomia do 21: que é o mais comum, o indivíduo apresenta 3 cromossomos no par 21 e isso
ocorre em 95% dos casos;
Trissomia por deslocação: a criança nasce com o cromossomo 21 aderido a outro par,
geralmente é os pares 13, 14, 15 ou 22 e pode ser hereditária. Ocorre em aproximadamente 3%
dos casos.
Mosaico: A criança nasce com uma mistura de células normais e células trissômicas. Ocorro em
2% dos casos.
O risco de isso acontecer aumenta com a idade materna, mas também pode acontecer se na
família já tem um indivíduo com Síndrome de Down.
O indivíduo com Síndrome de Down normalmente apresenta as seguintes características:
Deficiência Intelectual
Face achatada
Fenda palpebral obliqua (olhos puxados)
Orelhas pequenas e baixas
Pele abundante no pescoço
Prega transversal única na palma da mão
Hipotonia muscular (força muscular pequena)
Dedo do pé grande com um espaçamento de um dedo para o outro.
Estas características variam de um Down para o outro. Podem apresentar várias ao mesmo
tempo ou muito poucas. A intensidade também varia. Normalmente os indivíduos são de baixa
estatura e quase 40% dos casos possuem problemas cardíacos. As cardiopatias são as principais
causas de morte em crianças com Síndrome de Down.
Apresentam também malformações no trato gastrintestinal, perdas auditivas e apresentam
características da doença de Alzheimer.
São mais susceptíveis à infecções do trato gastrintestinal, vias respiratórias e trato urinário.
Os meninos com Down possuem hipogonadismo, ou seja, o tamanho do pênis é pequeno. As
meninas também possuem hipogonadismo, a vagina é pequena e podem ter amenorreia, que é a
ausência da menstruação.
A protrusão da língua (língua grande, comprida e sulcada) pode atrapalhar a amamentação e
demorar mais tempo para mamar.
Cerca de 3% possui problemas oculares como cataratas e glaucomas, e precisam ser tratados
cirurgicamente. Miopia e estrabismo também são frequentes.
A obesidade é um grande problema na adolescência e a dieta precisa de uma grande atenção.
O acompanhamento do desenvolvimento deve ser realizado por equipe multidisciplinar e a
estimulação precoce é um procedimento importante para que a criança tenha menor atraso em
relação à população geral. A estimulação é feita com fisioterapia e fonoterapia e, conforme a
idade e necessidade da criança são indicadas terapia ocupacional, psicomotricidade,
musicoterapia e natação terapêutica, além da prática de esportes, porém, o melhor tratamento
para as crianças com de Síndrome de Down é conviver socialmente com sua família, este
convívio deve se estender na escola, no clube, na igreja e em outras áreas da sociedade.
A inclusão social nas escolas deve ocorrer em classes comuns e não em salas especiais, pois
assim, contribui para a construção de um novo tipo de sociedade através de transformações na
mentalidade de todas as pessoas, inclusive do próprio indivíduo com necessidades especiais,
porém, eles devem ser atendidos em Salas de recursos em horário oposto da sua aula até 2
vezes por semana para melhor ser acompanhado. A escola é mediadora na construção do
conhecimento, pois fundamenta e modifica conceitos de participação, colaboração e adaptação
dessas crianças.
Vale ressaltar que existe um mito que todas as crianças com Síndrome de Down são carinhosas.
Não, nem todas são. Depende muito do tratamento que foi realizado com eles desde o
nascimento, os estímulos recebidos, fora e dentro de casa, como foi sua criação, educação no
âmbito familiar e o grau de comprometimento intelectual que a criança foi afetada. Como toda
criança bem amada e aceita, o deficiente não será diferente, será amoroso e todos terão um
grande amigo.
Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar
Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)
Dia 21 de março comemoramos o dia Internacional da criança com Síndrome de Down. Este dia
foi proposto para ser comemorado porque esse dia se escreve como 21-3 ou nos EUA 3-21 o que
faz alusão à trissomia (3) do cromossomo 21, que é justamente o cromossomo que faz surgir à
criança com Síndrome de Down, então se comemora dia 21-3.
Mas o que é Síndrome de Down?
Todos nós temos 23 pares de cromossomos, na criança com Down ocorre uma alteração
genética que acontece com o cromossomo 21 no período de formação do bebê. Essa alteração
pode ocorrer de 3 formas:
Trissomia do 21: que é o mais comum, o indivíduo apresenta 3 cromossomos no par 21 e isso
ocorre em 95% dos casos;
Trissomia por deslocação: a criança nasce com o cromossomo 21 aderido a outro par,
geralmente é os pares 13, 14, 15 ou 22 e pode ser hereditária. Ocorre em aproximadamente 3%
dos casos.
Mosaico: A criança nasce com uma mistura de células normais e células trissômicas. Ocorro em
2% dos casos.
O risco de isso acontecer aumenta com a idade materna, mas também pode acontecer se na
família já tem um indivíduo com Síndrome de Down.
O indivíduo com Síndrome de Down normalmente apresenta as seguintes características:
Deficiência Intelectual
Face achatada
Fenda palpebral obliqua (olhos puxados)
Orelhas pequenas e baixas
Pele abundante no pescoço
Prega transversal única na palma da mão
Hipotonia muscular (força muscular pequena)
Dedo do pé grande com um espaçamento de um dedo para o outro.
Estas características variam de um Down para o outro. Podem apresentar várias ao mesmo
tempo ou muito poucas. A intensidade também varia. Normalmente os indivíduos são de baixa
estatura e quase 40% dos casos possuem problemas cardíacos. As cardiopatias são as principais
causas de morte em crianças com Síndrome de Down.
Apresentam também malformações no trato gastrintestinal, perdas auditivas e apresentam
características da doença de Alzheimer.
São mais susceptíveis à infecções do trato gastrintestinal, vias respiratórias e trato urinário.
Os meninos com Down possuem hipogonadismo, ou seja, o tamanho do pênis é pequeno. As
meninas também possuem hipogonadismo, a vagina é pequena e podem ter amenorreia, que é a
ausência da menstruação.
A protrusão da língua (língua grande, comprida e sulcada) pode atrapalhar a amamentação e
demorar mais tempo para mamar.
Cerca de 3% possui problemas oculares como cataratas e glaucomas, e precisam ser tratados
cirurgicamente. Miopia e estrabismo também são frequentes.
A obesidade é um grande problema na adolescência e a dieta precisa de uma grande atenção.
O acompanhamento do desenvolvimento deve ser realizado por equipe multidisciplinar e a
estimulação precoce é um procedimento importante para que a criança tenha menor atraso em
relação à população geral. A estimulação é feita com fisioterapia e fonoterapia e, conforme a
idade e necessidade da criança são indicadas terapia ocupacional, psicomotricidade,
musicoterapia e natação terapêutica, além da prática de esportes, porém, o melhor tratamento
para as crianças com de Síndrome de Down é conviver socialmente com sua família, este
convívio deve se estender na escola, no clube, na igreja e em outras áreas da sociedade.
A inclusão social nas escolas deve ocorrer em classes comuns e não em salas especiais, pois
assim, contribui para a construção de um novo tipo de sociedade através de transformações na
mentalidade de todas as pessoas, inclusive do próprio indivíduo com necessidades especiais,
porém, eles devem ser atendidos em Salas de recursos em horário oposto da sua aula até 2
vezes por semana para melhor ser acompanhado. A escola é mediadora na construção do
conhecimento, pois fundamenta e modifica conceitos de participação, colaboração e adaptação
dessas crianças.
Vale ressaltar que existe um mito que todas as crianças com Síndrome de Down são carinhosas.
Não, nem todas são. Depende muito do tratamento que foi realizado com eles desde o
nascimento, os estímulos recebidos, fora e dentro de casa, como foi sua criação, educação no
âmbito familiar e o grau de comprometimento intelectual que a criança foi afetada. Como toda
criança bem amada e aceita, o deficiente não será diferente, será amoroso e todos terão um
grande amigo.
Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar
Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)
Nenhum comentário:
Postar um comentário