quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Quando a gagueira deve ser motivo de preocupação?

A gagueira pode ser uma barreira para o desenvolvimento social da criança. Apesar de o distúrbio
não ter cura, é possível conviver bem com ele.

Quando a gagueira da criança deve ser motivo de preocupação?
Geralmente na faixa etária de dois a três anos e meio algumas crianças podem apresentar uma
disfluência fisiológica. Na maioria das vezes isso ocorre porque a criança ainda não domina o
vocabulário necessário. Às vezes acontece também por alterações de cunho emocional como,
por exemplo, o nascimento de um irmão ou desajuste no relacionamento dos pais.
A disfluência patológica (gagueira) deve ser motivo de preocupação quando a criança está
consciente da dificuldade e luta para falar.

Qual a idade limite para determinar essa diferença?
O fator determinante não é a idade, mas sim os sintomas que a criança apresenta, o seu histórico
de vida e genética. Esses fatores pesam mais que a idade e são determinantes na indicação ou
não de um tratamento fonoaudiológico.

Quais sintomas precisam ser observados?
Os principais sintomas são a repetição de sons, sílabas, pausas silenciosas durante a
comunicação, mudança nas expressões faciais ao se comunicar, agressividade e choro.
A insegurança é um fator preponderante para o desencadeamento da gagueira?
A gagueira é involuntária. Não é um hábito adquirido ou uma desordem relacionada a um
distúrbio emocional. Para traçar o diagnóstico de disfluência (gagueira) é feita a avaliação dos
três “Ps”: o fator predisponente (predisposição genética), o fator precipitante (o ambiente externo)
e o fator perpetuante (as razões que mantêm o problema). A criança predisposta descarrega a
tensão na fala e não em outro órgão do corpo e, como de costume fica gaga nesses momentos,
isso acaba gerando insegurança.

Quais são as maiores dificuldades para o diagnóstico precoce?
A identificação e avaliação precoce são muito importantes para o sucesso do tratamento,
entretanto, muitos pais demoram em procurar a orientação de um fonoaudiólogo, o que acaba
gerando prejuízos individuais e até biopsicossociais para a criança. O pediatra pode auxiliar os
pais na identificação dos sintomas e conscientizá-los da importância da identificação precoce do
distúrbio da fluência.

Muitas crianças viram motivo de chacota na escola. Há alguma técnica que ajuda no
equilíbrio emocional da criança?
O melhor para a criança é assumir a gagueira. Dessa maneira saberá lidar com as suas
limitações. Além disso, o apoio profissional, familiar e escolar é muito importante no tratamento,
por isso, é fundamental o acompanhamento do fonoaudiólogo. Quando a criança não consegue
lidar emocionalmente com as situações na escola e enfrenta preconceito o suporte psicológico é
fundamental.

Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar
Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Música e autismo: uma dupla que dá certo!!


O autismo é um universo desconhecido por muitas pessoas. É um transtorno que desafia a
ciência, por ser complexo, ter causa desconhecida,diferentes graus que apresentam tanto
crianças que não conseguem falar, quanto outras que apresentam habilidades extraordinárias.
Geralmente, quando os pais descobrem que tem um filho autista, se sentem bem confusos e
temerosos, principalmente em relação ao grau do transtorno.
Os estudos mostram que a rede de neurônios que coordenam no cérebro a comunicação e os
contatos sociais, são organizados de uma forma diferente em autistas. O transtorno afeta quase
todos os aspectos do comportamento humano: a fala, o interesse por amizades e vida social, os
movimentos do corpo, as emoções e interações.
O autismo deve ser diagnosticado precocemente, por meio de testes de comportamentos e
questionários respondidos pelos pais. Sabemos que a plasticidade cerebral (estrutura cerebral
que é capaz de se modificar de acordo com os estímulos recebidos) é muito intensa dos 0 à 6
anos. Nesta fase inicial, o tratamento apresenta melhores resultados. Depois disso, as
deficiências são agravadas, portanto, é essencial buscar ajuda caso a família perceba índicos de
autismo no seu filho, que são eles:
Atrasos na fala;
Olhar distante. Muitas vezes não responde quando é chamado pelo nome;
Não interage a estímulos afetivos como um olhar, um abraço ou um sorriso.
Atitude ausente;
Quando bebezinho, não estica os braços para ser tirado do berço. Muitas vezes para chamar
atenção prefere fazer movimentos repetitivos;
Brinca de forma sistemática, não lúdica. Ex: Em vez de interagir com o boneco (mundo da
imaginação), prefere alinha-lo a outros brinquedos, enfileirando-os;
Na presença de outras crianças se isola, por falta de interesse.
Ao perceber estes indícios, os pais devem procurar ajuda de um especialista, pois só ele poderá
dar o diagnóstico. O tratamento do autismo é multidisciplinar (envolvendo psicólogas,
psicopedagogos, terapeutas comportamentais, etc) e deve ser iniciado o mais rápido possível,
pois o autismo traz uma série de fatores aliados. É importante a união e colaboração de todos
que tem contato com a criança autista, principalmente da família, além de muita paciência e amor
pela criança durante o processo, que muitas vezes, dependendo do grau do transtorno, é lento.
Respeitar o tempo e o limite da criança é muito importante, mas sem deixar de trabalhar as
dificuldades. É importante ensinar a criança autista, que para um relacionamento funcionar, são
necessários pequenos gestos de gentileza (contato visual, cumprimentar as pessoas,
conversar,etc.). Indivíduos autistas não possuem estas habilidades, mas é algo que pode ser
aprendido, apesar de para eles, não ser algo natural e prazeroso.
Apesar de ser um transtorno incurável, as pesquisas mostram que existem muitos autistas que
por terem boa assistência durante a infância, cresceram, se desenvolveram muito bem e muitos
inclusive apresentaram inteligência superior em certas áreas, se destacando no mercado de
trabalho.
O fato de pensar de uma forma muito lógica, faz com que muitos autistas tenham muita facilidade
em matemática e em música. Aliás, cada vez mais estudos apontam a música como ferramenta
poderosa para desenvolver habilidades, inclusive em crianças autistas. Somos estimulados
através dos sons (matéria-prima da música), desde o quinto mês de vida intra-uterina, quando
nosso sistema auditivo está apto para receber informações. A música é interessante para a
criança desde sempre e isso é maravilhoso, porque a motivação (vontade e interesse em querer
aprender o conteúdo) é essencial para a construção da aprendizagem. Os pais dos autistas
geralmente recebem orientações, para que estejam atentos aos interesses do seu filho, porque
ao descobri-los, poderão utiliza-los como links para desenvolver diversas habilidades. A música é
sem dúvida uma destas pontes, que atraem a atenção da criança autista e que é uma facilitadora
de aprendizagens. Estudos de ressonância magnética funcional, apontam que a música causa
um efeito único em pessoas autistas, principalmente como intervenção terapêutica. A música,
quando utilizada de forma adequada, é capaz de relaxar, trazer sensação de bem-estar, o que
pode auxiliar de forma natural, no tratamento em conjunto com outras terapias. Outro fato
importante, é que pessoas com TEA (Transtorno do Espectro Autista), apesar de terem grande
dificuldade em perceber sentimentos nas expressões faciais, são capazes de perceber
sentimentos de alegria e tristeza em uma peça musical, ou seja, os sentimentos de uma peça
musical torna-se mais claro para um sujeito com TEA do que a visualização de expressões
faciais. A música tem o poder de ser uma facilitadora de comunicação, mas para que o autista
seja realmente beneficiado, com resultados à longo prazo, é necessário que a música seja
utilizada de acordo com os interesses da criança, com um professor que realmente conheça as
especificidades do transtorno e que saiba utilizar técnicas de musicoterapia (terapia alternativa
que utiliza a música como ferramenta para desenvolver habilidades e objetivos pré-estabelecidos
no indivíduo). Nas aulas, são utilizadas atividades que promovem um vínculo de respeito e
confiança entre o aluno e o professor, que planeja as interações de acordo com a maturação
biológica do aluno. O espaço onde as aulas acontecem deve ser seguro, livre de distrações e o
material oferecido não deve oferecer qualquer perigo.
Nas aulas de música para autistas, as atividades são diversificadas, com metas bem definidas.
Os exercícios são lúdicos, com diversos objetivos, como socializar a criança (através de
brincadeiras de roda, brincadeiras em dupla onde o contato visual é estimulado e valorizado),
desenvolver sua psicomotricidade (através de jogos psicomotores, pedagógicos, canções
utilizando sons do corpo, manuseando instrumentos musicais), a linguagem (através de jogos
cênicos, contação e organização de histórias cantadas com figuras associadas, jogos de
tabuleiro), dentre outros. Brincando, a criança associa gestos e movimentos a conceitos musicais
mais abstratos, aprende regras sociais, aumenta sua expressividade e descobre o mundo de
forma agradável. Além disso, descobrimos através das brincadeiras, os interesses e
necessidades individuais da criança, o que é de suma importância, pois através destas
descobertas, as pessoas que interagem com o autista poderão utilizar estes interesses como
temas para desenvolver conteúdos específicos. Exemplo: muitos autistas demonstram interesse
por animais, dinossauros, outros preferem carrinhos, trens, etc. O professor geralmente percebe
estes interesses e utiliza nas aulas, pois a motivação é essencial para a construção da
aprendizagem de diversos conteúdos.
A música é uma arte extremamente acessível a todas as classes sociais. As famílias também
podem estimular seus filhos em casa através da música. Existem músicas sobre qualquer tema,
para trabalhar diversos conteúdos. É necessário, porém, muita pesquisa, dedicação e muita
observação por parte da família em relação à criança, no sentido de descobrir os interesses dela,
para fazer com que ela se interesse em interagir com as propostas. Se a criança gosta de pular,
procure músicas que estimulem os movimentos corporais. Se a criança demonstra interesse por
instrumentos musicais, compre tamborzinhos, clavas, chocalhos e toque com ele, acompanhando
diversos estilos musicais. Se ele gosta de brincar com a bola, ligue o som com uma música que
ele gosta e brinque de bola com ele olhando nos olhos e toda vez que ele olhar nos seus olhos,
comemore com muita animação. Sabemos o quanto é difícil para o autista o contato visual,
portanto, devemos criar atividades que estimulem o desenvolvimento desta habilidade.
Brincar com a música, é muito mais do que diversão. É uma linguagem essencial, onde a criança
aprende a se expressar melhor e descobrir o mundo. Ela pode ser a ferramenta que fará grande
diferença no desenvolvimento e na qualidade de vida da criança autista. A música está disponível
a todos e é muito poderosa. Que tal experimentar?

Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar
Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Como saber se meu filho tem talento musical?

Neurologistas, psiquiatras e cientistas cada vez mais nos mostram estudos que comprovam o
quanto a música desenvolve muitas habilidades e expande a capacidade de aprender.
A criança que toca bem um instrumento ou tem uma voz afinada, logo chama a atenção de todos.
Como a música é algo intrínseco no ser humano, que envolve a emoção, a inteligência e a
sensoralidade, ela cativa a todos, desde os bebês aos adultos.

Mas como saber se meu filho tem talento para a música?

Segundo o dicionário, talento é uma aptidão, natural ou adquirida. Dessa forma, todos podem ter
talentos.
Estudos nos mostram que nascemos com aptidões naturais em certas áreas, mas podemos
desenvolver as outras também, caso tenhamos o desejo, disciplina e empenho necessários.
Se pensarmos em Wolfang Amadeus Mozart, teremos a certeza que ele tinha um talento musical
nato, mas se formos analisar o ambiente no qual foi criado, vamos descobrir que seu pai tocava
instrumentos musicais e o incentivava demais. Além disso, Mozart dedicava horas estudando e
compondo suas músicas e de outros compositores que gostava.
O que leva as pessoas a desenvolverem competências são: o ambiente que vivem, a educação e
as oportunidades que surgem ao longo da vida. Segundo as pesquisas, todo individuo nasce com
um vasto potencial de talentos, mas que estes só vão aflorar, se forem estimulados.
A música é uma das inteligências que mais podemos perceber facilmente. Quase todo mundo
gosta de música e existe música em todo o lugar e para todos os gostos. Algo interessante, é que
estudos mostram que ao ouvir música o cérebro estimula o lado sensorial. Ao aprender música o
cérebro irá exercitar o lado racional. A criança que tem contato com a música desde pequena
apresentará um cérebro mais ativo e que potencializará não apenas sua inteligência musical, mas
também desenvolverá habilidades que facilitarão o desenvolvimento das outras áreas da
inteligência.
O papel da família é expor a criança ao contato com a música, comprando CDs de qualidade,
investindo em um bom curso de musicalização infantil, levando os filhos em shows infantis que
tenham instrumentos musicais, levando-os em uma loja de instrumentos, etc.
As crianças que crescem percebendo o quanto os pais valorizam a música e vendo a função
desta linguagem, naturalmente se interessam, visto que, todos podem desenvolver a inteligência
musical.
Obviamente, existem graus de talento, e há pessoas que terão mais facilidade em aprender
instrumentos e a cantar do que outras. Todos porém, podem desenvolver sua musicalidade se
quiserem. Independente do nível de talento, é necessário dedicação, empenho, subterfúgios
técnicos e teóricos para que este talento se desenvolva.

Mas como reconhecer este talento?

Para reconhecermos este talento, é necessário conhecimento na área. As crianças que tem um
talento natural para música, tem interesse por esta linguagem desde pequenas. Gostam de
dançar com a música, gostam de cantar, ficam atentas aos sons ao redor, dramatizam histórias
cantadas, e naturalmente crescendo neste ambiente estimulador, irão demonstrar cada vez mais
interesse por canções, dramatizações, instrumentos musicais, shows que envolvem música, etc.
Quando começam a aprender a tocar um instrumento musical, apresentam um bom ouvido
musical, e sentem prazer em estudar. Agora, é importante salientar que, as palavras de incentivo
por parte das pessoas mais próximas da criança, são de suma importância. Os pais que elogiam
pequenos sinais de progresso, valorizam cada música aprendida, gastam tempo ouvindo seus
filhos tocarem, naturalmente fazem seus filhos valorizarem a prática do instrumento e perceberem
o quanto a dedicação e a disciplina são importantes. Os pais devem ter consciência que a
educação musical é um processo gradativo e que é necessário dominar a ansiedade de ambos os
lados. A criança de um modo geral deseja resultados imediatos e, ensiná-las a persistir, a não
desistir quando surgem os desafios, são treinos importantes para o ser humano e para sua
educação global.

Independente de percebermos ou não um talento nato em nossos filhos, investir na educação
musical deles, é uma forma de desenvolver não apenas sua musicalidade, mas as outras áreas
de inteligência. A criança, por exemplo, desenvolverá sua percepção auditiva, o que facilitará no
processo de alfabetização e estudo de línguas estrangeiras.

Durante a adolescência, a música pode tornar-se uma companheira agradável, ocupando-o de
maneira sadia. E na vida adulta, poderá ser uma válvula de escape para descarregar o stress do
dia-a-dia.

Não é a toa que existe o famoso provérbio popular “Quem canta seus males espanta”.
A música faz bem ao nosso interior e nos traz grande satisfação e auto-estima, por isso ela é de
suma importância para a vida de todos os seres humanos.

Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar
Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)

terça-feira, 12 de novembro de 2019


Quando pode-se dizer que a dor é do crescimento?

Dor do crescimento são dores em ambas as pernas das crianças, em geral em panturrilhas e
coxas e que ocorrem habitualmente no final do dia ou à noite podendo acordar a criança pela dor.
Apesar de preocupantes, estas dores não são associadas a doenças e possuem características
benignas.
Apesar do nome de “dor do crescimento”, não existe nenhuma associação entre esta dor nas
pernas com o crescimento. Recebeu este nome porque quando foi descrita pela primeira vez, o
autor acreditava que possuía esta relação. Na verdade, até o momento, não sabemos quais as
verdadeiras causas desta dor. Várias hipóteses foram levantadas, mas nenhuma delas foi
confirmada. Sabemos que ocorrem na infância, habitualmente limitada até os 12 a 14 anos, e que
podem persistir mesmo após a fase de crescimento. E, principalmente, é benigno, o que quer
dizer que não é causado por nenhuma doença grave e não levará a nenhuma sequela grave.
Estas dores são caracterizadas por iniciarem entre 3 a 12 anos de vida, habitualmente alguém na
família (pai, mãe, tios, etc) também já sofriam das mesmas dores. Elas ocorrem em episódios,
isto é, nem todas as noites e podem variar de pequenas sensações de peso até dores intensas.
Estas dores não possuem uma localização definida, assim, frequentemente, a criança não
consegue apontar o local da dor e somente queixa-se de “dor na perna”. Alguns trabalhos
sugerem que estas dores são mais frequentes em dias de maior atividade da criança, dias frios e
que podem exacerbar por fatores psicológicos.
O diagnóstico é clínico, isto é, ao examinar o paciente. Não existe nenhum exame laboratorial ou
de imagem que irá definir as dores de crescimento. Na verdade, esta é uma das características
da dor do crescimento onde não se encontra nenhuma alteração física ou laboratorial.
Estas dores aliviam ao realizar “massagens” nestas pernas e, algumas vezes, com analgésicos
comuns como paracetamol. O mais importante é que não se observam alterações nas pernas e
na manhã seguinte não existem mais dores e não atrapalham as atividades diárias destas
crianças. Apesar de evolução benigna e não ter sinais de doenças, os pais devem estar cientes
que esta dor é real, isto é, não é “psicológica” e que a criança precisa de assistência.
Mas, os pais devem ficar atentos em algumas características que podem sugerir que exista
alguma doença mais grave. Os sinais de gravidade são:
1- A dor persiste no dia seguinte e atrapalha as atividades diárias da criança;
2- Febre;
3- Vermelhidão ou inchaço nas pernas ou articulações;
4- Dores nas articulações (joelhos, tornozelos);
5- Associado a algum trauma.
6- Perda de peso ou “mal estar”.
Nestas situações, os pais devem levar suas crianças ao pediatra. Na verdade, a consulta ao
pediatra deve ocorrer mesmo se os pais tiverem dúvidas se está tudo bem.

Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar
Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)

segunda-feira, 11 de novembro de 2019


Proteína: o nutriente mais importante da vida

Desde o nascimento até a puberdade a proteína é essencial para o adequado crescimento e
desenvolvimento da criança.
Suas funções vão desde a composição de hormônios importantes para o metabolismo, como o
hormônio de crescimento e a insulina, passando pela produção de anticorpos, essenciais para a
imunidade estável e de enzimas, que aceleram as reações químicas da célula. Isso sem contar
que parte da pele e dos ossos são formados por colágeno e elastina, estruturas de origem
proteica e a própria musculatura que é uma rede de proteínas que dá forma e movimento para o
nosso corpo.
Leite materno: composição adequada para o bebê
Dentre os alimentos que são fonte de proteína temos as carnes vermelhas e brancas, peixe,
ovos, leites e seus derivados como queijos e iogurtes, além do leite materno.
Para o bebê o leite materno tem a composição ideal para seu crescimento e desenvolvimento. Há
baixo teor de proteínas, cuja composição de aminoácidos é adequada às necessidades da
criança, elevado teor de gordura de boa qualidade com ácidos graxos importantíssimos para o
crescimento cerebral, elevado teor de lactose, que ajuda na absorção da proteína e do cálcio,
contém zinco e ferro de ótima absorção pelo organismo, além de baixa carga de solutos, que
preserva a função dos rins, ainda tão delicados nessa fase da vida.
O excesso de proteínas aumenta o risco de obesidade
Se a deficiência de proteínas pode comprometer o crescimento e desenvolvimento do bebê, o
excesso também é prejudicial.
Diversos estudos tem demostrado que o consumo proteico elevado nos dois primeiros anos de
vida está associado a uma aceleração do ganho de peso da criança, representando maior risco
de sobrepeso e obesidade na vida adulta.
Uma das hipóteses que justifica essa afirmação é o fato de uma maior oferta proteica pode
promover o aumento da concentração de hormônios Insulina e Fator de Crescimento Semelhante
à Insulina (IGF-1) que favorecem o ganho de peso acelerado na infância.
Já é sabido que o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida e complementar até
os 2 anos de idade ou mais é o mais recomendado para as crianças, para prevenir, dentre tantos
benefícios, a obesidade na vida adulta.
Para mães que não amamentam, a escolha de uma fórmula infantil com quantidade e qualidade
mais próxima do leite materno garante uma programação do organismo e uma resposta
endócrina adequada, prevenindo o ganho de peso futuro.
A leitura de rótulos e uma conversa franca com o pediatra são boas condutas para preservar
ainda mais a saúde de seu filho.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ARAUJO, C.M.T.; SILVA, G.A.P. Introdução da alimentação complementar e o desenvolvimento
sensório motor oral. Temas de Pediatria nº 78, 2004. Nestlé Nutrição.
EUCLYDES, M.P. Nutrição do lactente: base científica para uma alimentação adequada.
2.ed.rev.Viçosa: Suprema, 2000. 488p.
EUCLYDES, M.P. Nutrição do lactente: base científica para uma alimentação adequada.
3.ed.rev.Viçosa: Suprema, 2005. 548p.
Koletzko B, Kries R, Closa R, Escribano J, Scaglioni S, Giovannini M, Beyer J, Demmelmair H,
Gruszfeld D, Dobrzanska A, Sengier A, Langhendries JP, Cachera MFR, Grote V. The European
Childhood Obesity Trial Study Group.Lower protein in infant formula is associated with lower
weight up to age 2 y: a randomized clinical trial. Am J Clin Nutr 2009;89:1836–45
LAMOUNIER, J.A.; VIEIRA, G.O.; GOUVÊA,L.C. Composição do leite humano – fatores
nutricionais. In: REGO, J.D. Aleitamento Materno. São Paulo: Atheneu, 2001.cap.5, p.47-58.
SILVA, Sandra Maria Chemin Seabra da; MURA, Joana D’Arca Pereira. TRATADO DE
ALIMENTAÇÃO, NUTRIÇÃO & DIETOTERAPIA – São Paulo: Roca 2007.
Weber M, Grote V, Closa-Monasterolo R, Escribano J, Langhendries JP, Dain E, Giovannini M,
Verduci E, Gruszfeld D, Socha P, Koletzko B. The European Childhood Obesity Trial Study Group.
Lower protein content in infant formula reduces BMI and obesity risk at school age: follow-up of a
randomized trial. Am J Clin Nutr. 2014 Mar 12.

Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar
Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Panqueca de espinafre com ricota

Ingredientes
Massa
2 farinha de trigo copos americanos
500 ml de leite ou 2 copos americanos
1 ovo
1 pitada de sal
manteiga para pincelar
Molho
50 g de manteiga
1 cebola pequena ralada
1 dente de alho pequeno, picado
3 colheres (sopa) de farinha de trigo
2 xícaras (chá) de leite
sal a gosto
noz moscada ralada, a gosto
Recheio
1/2 colher (sopa) de óleo
500 g de espinafre picados e sem os talos
500 g de ricota fresca
sal a gosto
Modo de Preparo
Massa: Coloque todos os ingredientes no liquidificador e bata por 30 segundos até a mistura ficar
homogênea. Aqueça uma frigideira antiaderente, pincele com manteiga e espalhe 3 colheres
(sopa) da massa, girando a frigideira rapidamente fora do fogo para que se espalhe por igual.
Leve ao fogo baixo até dourar. Vire e doure do outro lado. Repita a operação até fazer todas as
panquecas, pincelando com manteiga quando for necessário, para não grudar. Reserve.
Molho: Em uma panela com a manteiga, refogue a cebola e o alho por 1 minuto sem deixar
queimar, acrescente uma xícara de leite, o sal e a noz-moscada. Dissolva a farinha na xícara de
leite que sobrou e adicione lentamente mexendo para não formar grumos. Cozinhe, mexendo, até
ferver e engrossar ligeiramente. Reserve.
Recheio: Em uma panela com o óleo, refogue o espinafre por um minuto ou até murchar. Escorra
e deixe esfriar. Misture com a ricota e sal. Recheie cada panqueca com a mistura de ricota e
cubra com um pouco do molho.
DICA: Leve ao forno por 10 minutos antes de servir
Fonte: www.comecarsaudavel.com.br

Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar
Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)
Distúrbio do sono no bebê e na criança

O sono, função fisiológica de grande importância para a criança, contribui na sua saúde como um
todo. A boa qualidade de sono é aquela que supre as necessidades no que toca à quantidade de
horas dormidas, com a criança acordando sem dificuldades, e permite que, no período seguinte
de vigília, ela sinta-se descansada e em boas condições de funcionamento mental, com
desempenho satisfatório de suas funções cognitivas de memória e atenção.
Distúrbios relacionados ao sono
Nas crianças pequenas, doenças como otites, distúrbios respiratórios, ou outras que provoquem
dor e desconforto podem afetar o sono por tempo limitado.
A alergia ao leite de vaca causa despertares freqüentes, com ciclos de sono curtos.
A doença do refluxo gastro-esofágico costuma acordar a criança por dor, e a dor é aliviada
quando se retira a criança do berço.
A Síndrome de apnéia / hipopnéia do sono é causada principalmente por patologias
otorrinológicas ou por obesidade, que levam a criança a apresentar apneia e/ou hipopnéia,
alterando a arquitetura do sono e prejudicando até mesmo o rendimento escolar.
A prevenção consiste no diagnóstico e tratamento dessas afecções médicas que têm repercussão
no sono.
Orientações gerais para prevenção de distúrbios de sono:
O sono é um processo aprendido, associado ao ritmo do dia e da noite e às condutas dos
familiares em relação às rotinas para o sono da criança.
É interessante que se repita um mesmo horário para dormir diariamente. O organismo se
habitua aos horários, que se tornam rotina. As crianças são sensíveis às rotinas estabelecidas,
trazendo para eles tranqüilidade para dormir.
Devem-se evitar atividades que excitem a criança perto da hora de dormir; como exemplo:
visitas, brincadeiras, som alto, televisão, entre outros.
Desencorajar o hábito de dormir na cama dos pais, pois assim seu filho se habituará a só
adormecer na presença dos pais. Esta atitude, no início parece facilitar o sono da criança, mas
traz muito trabalho para ser retirada.
É aconselhável que o bebê seja exposto à claridade do sol entre as 10h e as 15h; marcar a
diferença entre a claridade do dia e o escuro da noite favorece a consolidação do sono noturno;
Em nosso meio, é freqüente o hábito de oferecer mamada durante a noite. A criança que já teria
condições de amadurecimento de seu relógio biológico para uma noite de sono consolidado, pode
passar a despertar em virtude do ritmo de fome que se estabelece, pois ela se habitua a
despertar naqueles horários. Portanto, a orientação deve ser de eliminar a alimentação durante a
noite.
Dormir no ambiente escuro é o mais adequado;
Eliminar desconforto físico (dor, temperatura ambiente);
O ambiente deve ser confortável, familiar e sem ruídos;
Evitar utilizar o berço para brincadeiras e alimentação durante o dia;
Adotar um ritual para dormir de acordo com a dinâmica familiar, sendo prazeroso para todos.
Como regra de ouro: a criança deve habituar-se a adormecer sem a presença dos pais. Assim,
quando ela acordar durante a noite, terá habilidade para adormecer sem a ajuda dos pais.

Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar
Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)

Separação dos pais: como falar e lidar? Até pouco tempo, as crianças apresentavam os medos comuns da infância: medo do escuro, de barulh...