quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Souflê de Legumes

Ingredientes
2 colheres (sopa) de farinha de trigo
300 ml de leite
2 colheres (sopa) de manteiga ou margarina
1 pitada de sal
50 g de queijo ralado
4 ovos
Legumes cozidos e cortados em cubos
Modo de Preparo
Derreta a manteiga, sem deixar esquentar muito. Junte a farinha, depois o sal e o leite, mexa
sempre até engrossar. Retire do fogo e deixe esfriar. Misture as gemas bem batidas, o queijo, e
os legumes. Por fim às claras em neve. Leve imediatamente ao forno a 180°C, em um pirex
untado com manteiga, por 15 minutos.
Sobre a receita:
Rendimento: 12 unidades
Tempo de Preparo: 25 min.
Tempo Total de Preparo: 25 min.

Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar
Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)
Dia Internacional da Síndrome de Down

Dia 21 de março comemoramos o dia Internacional da criança com Síndrome de Down. Este dia
foi proposto para ser comemorado porque esse dia se escreve como 21-3 ou nos EUA 3-21 o que
faz alusão à trissomia (3) do cromossomo 21, que é justamente o cromossomo que faz surgir à
criança com Síndrome de Down, então se comemora dia 21-3.
Mas o que é Síndrome de Down?
Todos nós temos 23 pares de cromossomos, na criança com Down ocorre uma alteração
genética que acontece com o cromossomo 21 no período de formação do bebê. Essa alteração
pode ocorrer de 3 formas:
Trissomia do 21: que é o mais comum, o indivíduo apresenta 3 cromossomos no par 21 e isso
ocorre em 95% dos casos;
Trissomia por deslocação: a criança nasce com o cromossomo 21 aderido a outro par,
geralmente é os pares 13, 14, 15 ou 22 e pode ser hereditária. Ocorre em aproximadamente 3%
dos casos.
Mosaico: A criança nasce com uma mistura de células normais e células trissômicas. Ocorro em
2% dos casos.
O risco de isso acontecer aumenta com a idade materna, mas também pode acontecer se na
família já tem um indivíduo com Síndrome de Down.
O indivíduo com Síndrome de Down normalmente apresenta as seguintes características:
Deficiência Intelectual
Face achatada
Fenda palpebral obliqua (olhos puxados)
Orelhas pequenas e baixas
Pele abundante no pescoço
Prega transversal única na palma da mão
Hipotonia muscular (força muscular pequena)
Dedo do pé grande com um espaçamento de um dedo para o outro.
Estas características variam de um Down para o outro. Podem apresentar várias ao mesmo
tempo ou muito poucas. A intensidade também varia. Normalmente os indivíduos são de baixa
estatura e quase 40% dos casos possuem problemas cardíacos. As cardiopatias são as principais
causas de morte em crianças com Síndrome de Down.
Apresentam também malformações no trato gastrintestinal, perdas auditivas e apresentam
características da doença de Alzheimer.
São mais susceptíveis à infecções do trato gastrintestinal, vias respiratórias e trato urinário.
Os meninos com Down possuem hipogonadismo, ou seja, o tamanho do pênis é pequeno. As
meninas também possuem hipogonadismo, a vagina é pequena e podem ter amenorreia, que é a
ausência da menstruação.
A protrusão da língua (língua grande, comprida e sulcada) pode atrapalhar a amamentação e
demorar mais tempo para mamar.
Cerca de 3% possui problemas oculares como cataratas e glaucomas, e precisam ser tratados
cirurgicamente. Miopia e estrabismo também são frequentes.
A obesidade é um grande problema na adolescência e a dieta precisa de uma grande atenção.
O acompanhamento do desenvolvimento deve ser realizado por equipe multidisciplinar e a
estimulação precoce é um procedimento importante para que a criança tenha menor atraso em
relação à população geral. A estimulação é feita com fisioterapia e fonoterapia e, conforme a
idade e necessidade da criança são indicadas terapia ocupacional, psicomotricidade,
musicoterapia e natação terapêutica, além da prática de esportes, porém, o melhor tratamento
para as crianças com de Síndrome de Down é conviver socialmente com sua família, este
convívio deve se estender na escola, no clube, na igreja e em outras áreas da sociedade.
A inclusão social nas escolas deve ocorrer em classes comuns e não em salas especiais, pois
assim, contribui para a construção de um novo tipo de sociedade através de transformações na
mentalidade de todas as pessoas, inclusive do próprio indivíduo com necessidades especiais,
porém, eles devem ser atendidos em Salas de recursos em horário oposto da sua aula até 2
vezes por semana para melhor ser acompanhado. A escola é mediadora na construção do
conhecimento, pois fundamenta e modifica conceitos de participação, colaboração e adaptação
dessas crianças.
Vale ressaltar que existe um mito que todas as crianças com Síndrome de Down são carinhosas.
Não, nem todas são. Depende muito do tratamento que foi realizado com eles desde o
nascimento, os estímulos recebidos, fora e dentro de casa, como foi sua criação, educação no
âmbito familiar e o grau de comprometimento intelectual que a criança foi afetada. Como toda
criança bem amada e aceita, o deficiente não será diferente, será amoroso e todos terão um
grande amigo.

Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar
Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)
Cereais Infantis Engordam?

Primeiramente, é muito importante conhecer sobre os cereais.

Os cereais são frutos das plantas chamadas gramíneas. São frutos secos e duros (grãos).

Na história da humanidade o cereal mais importante pode ser considerado o trigo. Outros cereais
muito utilizados são o arroz, o milho, a aveia, a cevada e o centeio. Os grãos são constituídos de
três partes: a cutícula, que é o envoltório, formado principalmente de celulose. Depois vem a
amêndoa farinácea composta de uma camada proteica mais superficial e outra mais profunda
formada de grãos de amido. Por último temos o chamado germe, que contém proteínas, minerais,
gorduras e vitaminas.

Os chamados cereais infantis são utilizados para a alimentação das crianças porque eliminam os
componentes de digestão mais difícil, como fitatos e fibras, que são componentes vegetais que
atrapalham a absorção de alguns nutrientes importantes, como, por exemplo, o ferro e zinco. Por
este motivo os cereais infantis são especialmente elaborados para as crianças e
enriquecidos de nutrientes adequados, como o ferro, vitamina C e zinco. Tem importante
papel na fase da alimentação de transição, ou seja, quando o bebê vai deixar de mamar
exclusivamente leite e passar a receber alem do cereal, papas de legumes, carnes, frutas e
sucos. Alguns cereais infantis, além de serem importantes na complementação de vitaminas e
minerais, apresentam ainda em sua constituição probióticos que são micro-organismos vivos e
contribuem para o equilíbrio da microbiota intestinal, trazendo efeitos benéficos à saúde.

Os processos industriais a que são submetidos os cereais infantis, deixam-nos já parcialmente
digeridos para os bebês. O cereal fica mais adocicado tendo uma melhor aceitabilidade.

Existe uma preocupação pelo fato de os cereais infantis poderem engordar os bebês. Nesta fase
o gasto de energia dos bebês é maior, devido ao acelerado ritmo de crescimento e se ofertarmos
a quantidade adequada e estabelecida pelo Pediatra não teremos nenhum problema e sim
benefícios. Deve-se, no entanto, oferecer com na forma de mingau para agregar maior valor
nutricional. Nunca deve ser utilizado para ”engrossar” as mamadeiras. Deve ser dado com colher.
O excesso de aporte de calorias é que é prejudicial e pode levar à obesidade.

Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar
Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)
Dependência excessiva pela mãe, o que fazer ?

Com a evolução da mulher no mercado de trabalho, hoje em dia temos mais de 50% das
mulheres com bebês ou em fase escolar que estão trabalhando. São inúmeras as causas, mas, a
maioria delas por necessidade financeira.
Para não deixar os filhos muito pequenos na escola, alguns pais preferem contratar uma babá ou
deixar aos cuidados dos avós, porém, qualquer decisão, ainda sim é difícil para a mamãe,
principalmente quando ela vira as costas e a criança começa a abrir o maior berreiro.
No início desta “separação” é normal a criança chorar e sentir a falta da mãe, pois, ele a vê como
uma figura de proteção, nutrição e acolhimento, porém, se a adaptação estiver mais difícil do que
o esperado uma das causas pode ter sido o excesso de zelo da mamãe com o pequeno. É
importante ressaltar que o excesso de zelo não quer dizer que a mãe não deva dar carinho e
amor ao seu filho e sim lhe dar tudo isso juntamente com responsabilidades.
Na fase de 2 aos 6 anos a criança tende a se arriscar com a finalidade de descobrir coisas novas,
mas, muitas vezes a mãe percebe que o filho está se distanciando e mostrando independência
demais, então ela o chama e diz: “deixa que eu faço” ou então, “você não vai conseguir fazer
sozinho”, ou, “você é pequeno demais”. Essa atitude impede a iniciativa da criança, causando
medo em se arriscar e achar que tudo dará certo só se estiver com a mamãe por perto.
Essa criança quando maior, muitas vezes é vista como uma criança tímida e a mãe não percebe
a relação de dependência que ela mesma criou, achando que apenas estava zelando pelo seu
filho. Este é o momento de perguntar a si mesma se esse excesso de amor não está prejudicando
o amadurecimento e a independência da criança.
A dependência pela mãe aparentemente não é vista como um desconforto pelo filho, mas, terá
consequências futuras na sua vida social ou/e afetiva.
O que fazer?
- Os primeiros passos do “desgrude” devem ser dados pelos adultos. O carinho dos pais ajuda os
filhos terem maior confiança e sociabilidade, mas, esse carinho tem que vir junto com limites.
Crianças que não se sentem cobradas consideram-se menos queridas e tendem ser
extremamente inseguras.
- Desde cedo peça ajuda a outras pessoas nos cuidados com seu filho e vá dar uma volta no
quarteirão ou por que não aproveitar para cuidar um pouquinho de você e fazer as unhas por
exemplo. Isso ajudará seu filho perceber que você sai, porém, volta depois de um tempo.
- Converse com seu filho, mesmo que ainda seja um bebê e explique que é necessário que você
saia pra trabalhar, pra fazer as coisas na rua, mas que sempre voltará pra ficar com ele e cuidar
dele.
- Nunca peça para alguém (professores, vovós, babás) distrair seu filho para sair escondido com
a finalidade dele não chorar, isso lhe trará insegurança e não irá mais confiar em você, sempre se
despeça.
- Não passe insegurança para seu filho, chorando ou abraçando demasiadamente no momento
em que ele será cuidado por outra pessoa. Diga sempre que o ama que ele ficará bem e que
mais tarde irá buscá-lo.
- Sempre mostre o quanto seu filho é querido, criando vínculo emocional, mas também dando
certa liberdade, como, deixá-lo comer sozinho, mesmo que isso implique em ter que limpar toda a
cozinha depois. Essa liberdade lhe dará segurança.
- Não coloque seu filho no seu quarto para dormir a noite. Para estimular a independência é
necessário que os filhos tenham seu próprio espaço, ou seja, sua cama, seus objetos, seus
brinquedos e que adquiram suas responsabilidades e autonomias de acordo com a idade, como,
escovarem os dentes, se vestirem e tomarem banho sozinho.
- Dê pequenas tarefas ao seu filho, peça a ele que a ajude a arrumar a mesa, regar as plantas,
jogar o lixo e guardar os brinquedos, isso lhe trará responsabilidades, ajudando no seu
desenvolvimento. Uma criança ociosa tende a querer a atenção dos pais mais do que o
necessário.
- Deixe a criança resolver seus conflitos sozinha, se caso ele pedir ajuda, ai sim, você poderá
intervir.
- Se você perceber que seu filho está com medo de realizar alguma tarefa, sempre o encoraje a
enfrentar aquela situação, dizendo que ele é capaz e que irá conseguir e que estará ali se caso
ele precisar.
- Nunca dê as respostas prontas ou faça as tarefas escolares do seu filho, acredite, ele é capaz.
Tudo em excesso não é saudável, a falta de zelo e o excesso dele são prejudiciais. Lembre-se,
você estimular a independência não estará abandonando seu filho e sim fazendo dele um adulto
responsável, seguro e capaz de resolver seus próprios problemas com maturidade e clareza.

Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar
Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Bronquiolite Viral Aguda (BVA)

O que é:
A BVA é uma doença viral que afeta as pequenas vias aéreas de crianças menores de 2 anos,
causando obstrução destas vias, e por isso, caracteriza-se pela sibilância (chiado).
Em 50% a 80% dos casos, o agente envolvido é o vírus sincicial respiratório (VRS), porém pode
ser causada por outros vírus.
A doença é mundial, segue a sazonalidade do vírus e causa forte impacto sócio-econômico, haja
vista os altos custos com hospitalizações de crianças menores de 1 ano de idade.
Principais sintomas:
O quadro clínico é variável em relação à gravidade e depende entre outros fatores, da idade e
comorbidades do indivíduo (prematuridade, cardiopatia, pneumopatia, imunodeficiência). Os vírus
responsáveis por causar a BVA podem também infectar adultos, causando apenas sintomas
gripais leves. Porém nos extremos de idade (crianças pequenas e idosos) o quadro pulmonar
pode ser muito grave. Por outro lado, nem todos os bebês vão desenvolver um quadro de doença
do trato respiratório inferior, geralmente o primeiro episódio de BVA é mais grave.
As manifestações ocorrem tipicamente após o contato com indivíduos infectados, com sintomas
gripais, e a transmissão ocorre, em geral, através de mãos e objetos contaminados com as
secreções respiratórias.
Os primeiros sintomas são de um resfriado comum, com espirros, tosse, coriza clara, podendo ter
febre ou não.
Após 2-3 dias, os sintomas de obstrução das vias respiratórias surgem, com falta de ar e
sibilância ( chiado), e a partir daí a piora pode ser progressiva, com necessidade inclusive de
internação hospitalar, ao se constatar sinais de gravidade, como cianose, desidratação, palidez
excessiva, irritabilidade, inapetência e desconforto respiratório importante.
Tratamento:
Os quadros leves devem ser tratados em casa, com repouso, hidratação adequada e nebulização
apenas com soro fisiológico.
Já os quadros moderados e graves devem ser hospitalizados, sendo que alguns necessitam de
UTI. O suporte hospitalar também inclui o repouso, hidratação adequada, cuidados com
alimentação via sonda quando necessário, e oxigênio umidificado.
Prevenção:
Como outras doenças virais de alta transmissibilidade, a melhor prevenção é evitar o contato das
crianças pequenas, principalmente aquelas com os fatores de risco já citados. Com outros
indivíduos que apresentem sintomas gripais, principalmente na época da sazonalidade viral.
Em São Paulo, por exemplo, há um predomínio de crianças hospitalizadas nos meses de março à
agosto. Na medida do possível, deve-se evitar também o contato de crianças em ambientes
fechados, aglomerados de pessoas e áreas com alto índice de poluentes ambientais,
principalmente o tabagismo, pois é um irritante das vias aéreas e um fator agravante do quadro
respiratório.
A lavagem das mãos é primordial.
Não há vacina específica contra a BVA e a criança ou lactente jovem pode apresentar outros
quadros de BVA (geralmente mais leves) ou então um quadro de sibilância recorrente ou até
complicações mais sérias.

Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar
Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)
O desenvolvimento dos DENTES: do nascimento à fase adulta


Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar
Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)
O que é composto lácteo?

Durante décadas os Pediatras, Nutrólogos e a Indústria de Alimentos tentaram achar uma fórmula
mágica de substituísse o leite materno.
Inicialmente se promoveu a diluição do leite de vaca para facilitar a digestão e torná-lo em
composição, mais parecido com o leite materno. Faltava, no entanto, adequar as calorias,
adicionou-se então açúcar ou farinhas.
As gorduras não eram de fácil digestão (Gorduras Saturadas). Retirou-se então, as gorduras de
origem animal e foram introduzidos os óleos vegetais, porém a qualidade não era a mesma do
leite materno.
Progrediu-se a busca até chegar nas Fórmulas Infantis Modernas, com diversificação de
finalidades e divisão por idades: fórmulas para prematuros, fórmulas para o primeiro e segundo
semestre, fórmulas sem lactose, leites espessados para bebês regurgitadores, fórmulas
hipoalergênicas e outras mais complexas como por exemplo para aqueles com Alergia ao Leite
de Vaca e etc...
Hoje, existe o Composto Lácteo, que é o leite de vaca modificado para atender a necessidade de
crianças em diversas faixas etárias e possuem composição Nutricional adequada para cada
idade.
Estas Fórmulas NÃO SÃO LEITE DE VACA!
São leites cujos componentes foram deliberadamente trocados para melhores benefícios das
crianças, como exemplo pode-se citar a retirada das gorduras saturadas presentes no Leite de
Vaca e substituí-las por gorduras vegetais, balanceadas para que seus componentes tenham um
perfil mais adequado à espécie humana. A Proteína também é modificada no sentido de melhorar
a qualidade e diminuir a quantidade. Procedimentos desta natureza acarretam na diminuição dos
riscos da obesidade, melhora do desenvolvimento cerebral e o estado imunológico.
Dicas de uma alimentação saudável:
Na alimentação das crianças, deve-se tomar todo o cuidado para que além da escolha do “leite”
mais adequado, seja também fornecida uma dieta saudável sob outros aspectos;
- Evite o consumo excessivo de açúcares e sal;
- Deve – se estimular a ingestão de frutas, verduras e dar preferência as carnes brancas às
vermelhas;
- Oléos vegetais são mais adequados à saúde;
- Menos sucos e mais frutas!
O Leite de Vaca é bom somente para o Bezerro!
Siga sempre a orientação do seu Pediatra quanto à alimentação mais adequada.

Autor: Zuleid Dantas Linhares Mattar
Fonte do artigo:Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)

Separação dos pais: como falar e lidar? Até pouco tempo, as crianças apresentavam os medos comuns da infância: medo do escuro, de barulh...